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Brasil registra 583 denúncias de assédio eleitoral no trabalho em 2026, diz MPT

Levantamento aponta 144 casos no Nordeste; no Ceará, foram registradas 24 denúncias até 24 de setembro.

Por Tiago Moura

28 de setembro de 2026 às 08:47 ▪ Atualizado em 28/09 às 08:48

Ver resumo
  • O Ministério Público do Trabalho recebeu 583 denúncias de assédio eleitoral no trabalho em 2026 até 24 de setembro.
  • Mais de 200 denúncias foram feitas apenas em setembro.
  • O Sudeste lidera com 207 casos, seguido pelo Nordeste com 144.
  • No Ceará, foram registrados 24 casos.
  • Assédio eleitoral envolve coação ou pressão para influenciar a escolha política do trabalhador.
  • Pode incluir pressão para participar de campanhas, descobrir o voto, ou exigir apoio político.
  • 67% das pressões ocorreram por meios digitais, como o WhatsApp.
  • Vítimas devem juntar provas e podem denunciar mantendo sua identidade em sigilo.
  • A orientação é de que o voto seja livre de pressões laborais.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) já recebeu 583 denúncias de possível assédio eleitoral no ambiente de trabalho em todo o Brasil em 2026. Os dados foram divulgados pelo órgão e contabilizados até a manhã de 24 de setembro, pouco mais de uma semana antes do primeiro turno das eleições.

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Somente em setembro, mais de 200 denúncias foram registradas. Entre as regiões brasileiras, o Sudeste concentra o maior número de ocorrências, com 207 casos, seguido pelo Nordeste, que soma 144 registros.

No Ceará, foram contabilizadas 24 denúncias até o levantamento mais recente. O Estado aparece entre as unidades da região Nordeste com registros de possíveis casos de pressão ou constrangimento relacionado às eleições no ambiente profissional.

O que é assédio eleitoral
Segundo as orientações das instituições que atuam na fiscalização das eleições, conversar sobre política no trabalho não configura, por si só, assédio eleitoral. A prática ocorre quando há coação, ameaça, constrangimento ou algum tipo de prejuízo na relação profissional com o objetivo de interferir na escolha política do trabalhador.

Entre as situações que podem caracterizar a prática estão a pressão para participar de atos de campanha, a tentativa de descobrir o voto do funcionário e o uso de uma posição hierárquica para exigir apoio a determinado candidato.

A pressão também pode ocorrer por meios digitais. Conforme levantamento citado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), ferramentas virtuais aparecem em pouco mais de 67% dos processos analisados sobre o tema, enquanto o WhatsApp está presente em 37% dos casos.

Como denunciar
Trabalhadores que forem vítimas ou presenciarem situações que possam configurar assédio eleitoral podem reunir provas, como mensagens, áudios, vídeos, fotografias, e-mails e informações de testemunhas.

As denúncias podem ser encaminhadas aos órgãos responsáveis pela apuração. O trabalhador também pode solicitar sigilo de sua identidade durante o procedimento.

A orientação das instituições é que a escolha do voto seja feita de forma livre, sem interferência ou pressão decorrente da relação de trabalho.




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