Brasil

CNJ aprova norma regulamentando fim da aposentadoria compulsória de juízes

Resolução também prevê a possibilidade da demissão como uma das hipóteses de punição a magistrados

Por Victória Santos

04 de agosto de 2026 às 14:57 ▪ Atualizado há 2 horas


O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou nesta terça-feira (4) o fim da aposentadoria compulsória como a punição administrativa mais grave para juízes que cometem infrações. Com a mudança, a sanção máxima passa a ser o afastamento do magistrado com a proposta de perda do cargo, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).  Crédito: Rômulo Serpa/Agência CNJCrédito: Rômulo Serpa/Agência CNJ 

A medida altera as regras do conselho para se adequar a um entendimento do próprio STF. A Corte já havia definido que magistrados vitalícios só podem perder o cargo de forma definitiva por meio de uma decisão judicial, e não apenas por vias administrativas.

Com a nova lei, é estabelecido que a punição com proposta de perda de cargo será aplicada por interesse público em situações como:

  • Negligência grave no cumprimento dos deveres;
  • Recebimento de vantagens indevidas;
  • Dedicação a atividades político-partidárias;
  • Exercício de atividades proibidas por lei;
  • Conduta incompatível com a honra, dignidade e decoro da função.

O texto também prevê regras para juízes que ficam afastados por longos períodos. Se o magistrado permanecer mais de cinco anos sem pedir retorno à atividade, ou tiver os pedidos negados, o tribunal deverá abrir um procedimento administrativo para avaliar se ele perdeu as condições de exercer a função e propor sua demissão.




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