03 de março de 2026 às 12:09 ▪ Atualizado há 3 meses
O negacionismo (palavra que virou moda durante a pandemia) tem sido um artifício usado fortemente na política para desqualificar fatos concretos, visíveis a olhos nus por qualquer pessoa, por mais desatenta que seja.
Wellington Dias e Rafael Fonteles No Piauí, nesse exato momento, o PT insiste em dizer que a discussão sobre a escolha do vice de Rafael é algo normal, que “se fosse diferente não seria o PT”, quando se sabe que os debates internos sempre existiram, que realmente são uma tônica petista, mas nunca algo semelhante ao que acontece agora já tinha acontecido.
Neste momento, o PT do Piauí passa por uma crise existencial. Mesmo estando no controle do governo há mais de duas décadas e sendo o partido mais forte entre os demais, inclusive entre os aliados, o PT está com suas entranhas escancaradas, sangrando em demasia, pois está sendo submetido a uma prova de sobrevivência, onde terá que escolher em qual pista vai trafegar de agora por diante.
Esse é o fato e quem queira negar está perdendo tempo, pois os fatos falam por si.
Rafael Fonteles quer o controle do partido. E quer pra agora. Para tal, já injetou em suas hostes dezenas de novatos.
Rafael Fonteles e Washington Bandeira. Foto: Gabriel Paulino/GOV-PI O discurso de democracia interna é conversa pra boi dormir!
Até aqui, quem ainda comanda o partido é Wellington Dias. A palavra dele ainda é lei por lá, mas ele terá que decidir se vai se movimentar, de forma radical e rápida, para ao menos não perder parte desse controle ou se vai aceitar passivamente o que se configura aos olhos de todos.
Ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias (PT). Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil Não se trata de uma simples escolha de vice.
Se trata de quem vai mandar no jogo a partir de 2027 e, principalmente, em 2030. Wellington hoje é senador, é ministro, é homem forte de Lula e do PT nacional. O que ele será amanhã dependerá das decisões que tomar agora.
Rafael é governador, tudo leva a crer que será governador novamente e terá que decidir o seu futuro político em 2030, quando deixará o governo e deverá buscar uma vaga de senador, quando somente uma estará disponível, justamente a que Wellington Dias ocupa atualmente.
Se o vice de Rafael for aquele de sua lavra, de sua escolha pessoal, o que sobrará para Wellington e para o PT histórico lá na frente?
Nadica de nada!
Não sou analista político. Sou só um reles “escrevedor” dessas mal traçadas linhas e estou vendo o que estou vendo, “que dirá” o que estão vendo os experts da política, não é ?
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