29 de janeiro de 2021 às 08:26 ▪ Atualizado em 16/09 às 19:35
Na última quarta-feira (27), o presidente da República, Jair Bolsonaro, reagiu ao fato de a imprensa ter publicado reportagens sobre gastos alimentícios do governo federal, com destaque para as compras de leite condensado.
Em almoço com artistas numa churrascaria de Brasília, ele comentou o assunto e, visivelmente incomodado, mandou a imprensa ir “para a puta que o pariu”. Bolsonaro ainda usou a expressão “imprensa de merda” e mandou os jornalistas “enfiarem no rabo” as tais latas de leite condensado.
Presidente da República, Jair Bolsonaro (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)
O comportamento do presidente gerou diversas críticas, mas também foi elogiado por uma parcela que enxerga nele um homem bastante espontâneo, sincerão, de temperamento forte, que fala o que pensa. Para alguns, o jeitão de Jair Messias Bolsonaro é positivo, já que ele não tem papas na língua e diz o que lhe vem à cabeça.
Porém, não há nada de sincerão ou de espontâneo nessa fala de Jair Bolsonaro. Não se pode confundir espontaneidade com falta de educação, sinceridade com estupidez ou temperamento forte com arrogância. Quando Jair Bolsonaro manda a imprensa ir para a puta que o pariu e usa termos chulos ao se referir a jornalistas, ele está mostrando tão somente sua falta de costume, o seu baixíssimo nível intelectual e sua péssima educação.
O argumento de que o presidente é um homem sincerão é apenas uma maneira tosca de querer camuflar a falta de educação e a estupidez dele. Se xingar as pessoas quando algo nos irritar for sinônimo de sinceridade, poderíamos xingar um recepcionista de órgão público quando não tivermos uma demanda atendida, mandar o motorista do ônibus que atrasou ir para a puta que o pariu e falar para o garçom do restaurante enfiar o prato no rabo após o pedido demorar.
Não devemos tratar como ato de espontaneidade o que, na verdade, é ato de gente mal educada. Com palavreado chulo, o presidente mostra que sua educação é bem modesta, se é que ele ao menos possui algum fragmento de educação. Os xingamentos proferidos por Bolsonaro seriam graves mesmo se ele fosse um sujeito qualquer, contudo, ganham mais gravidade por se tratar de um presidente da República.
Se ele não tem o mínimo de equilíbrio para encarar uma notícia negativa sobre seu governo, imagine como ele poderá conseguir equilibrar um país em crise, com pandemia ceifando vidas e economia deformada, em grande parte, por incompetência justamente do governo federal. Se mesmo diante desse quadro ainda há quem ache vantagem na falta de educação do presidente, dificilmente o Brasil conseguirá sair da bancarrota e voltar aos trilhos.
Eleições 2026
Homenagem
Modo provisório
Por Cezar Fortes
POLÍCIA MILITAR
De segunda a sexta, um resumo dos fatos que importam, direto no seu e-mail e de forma gratuita.
Preservação de bens
Foragido
ATUAÇÃO PROFISSIONAL
INVESTIGAÇÃO
Indignação
PEDIDO DE JUSTIÇA
ACIDENTE
OPERAÇÃO CACTUS
SEGURANÇA NAS ESTRADAS
AÇÃO POLICIAL
INVESTIGAÇÃO
Coluna Penal 360
JORNADA DE TRABALHO
PREVISÃO DO TEMPO
EM MENOS DE 24 HORAS
Os bastidores do poder no Piauí e no Brasil. A notícia sem rodeios. Lupa1 é jornalismo imparcial com conteúdo exclusivo e diário.
Termos de uso Política de Privacidade Princípios Editoriais
© 2026 Portal Lupa1. Todos os direitos reservados.