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Polícia

Mulher permaneceu horas com feto em saco de lixo antes de descarte, diz DHPP

Feto foi encontrado em área de mata na zona Leste de Teresina; mulher pagou fiança de R$ 3 mil e foi liberada.

Por Isabella Monteiro , Thawan Melo

17 de novembro de 2025 às 19:29 ▪ Atualizado em 20/10 às 11:53


Em entrevista à imprensa nesta segunda-feira (17), a delegada Nathalia Figueiredo, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), deu detalhes sobre o caso da mulher de 31 anos autuada por ocultação de cadáver após descartar um feto em uma área de mata no bairro Vale Quem Tem, zona Leste de Teresina. A suspeita, que permaneceu com o feto por horas antes de jogá-lo em um saco de lixo, pagou fiança de R$ 3 mil e foi liberada neste domingo (16), mas continua sendo investigada.

 Mulher permaneceu horas com feto em saco de lixo antes de descarte, diz DHPP - Foto: ReproduçãoMulher permaneceu horas com feto em saco de lixo antes de descarte, diz DHPP - Foto: Reprodução 

De acordo com a delegada, o caso teve inicio no sábado (15), quando um motorista de aplicativo foi acionado para uma corrida partindo de um estabelecimento comercial na zona Leste. A passageira carregava um saco preto e afirmou que o conteúdo eram resíduos da empresa onde trabalhava.

Durante o percurso, a mulher pediu que ele parasse próximo a uma área de mata e lançou o saco no local. O motorista achou a atitude estranha, mas seguiu viagem. No domingo (16), o motorista retornou ao ponto do descarte. Ao abrir o saco, encontrou o feto de sexo feminino. Ele acionou a Polícia Militar.

O motorista de aplicativo teria ligado via 190 relatando o encontro de um feto. Segundo ele, no sábado, por volta das 18h, pegou uma passageira que estava em um estabelecimento comercial na zona Leste e que carregava um saco preto. Ela pediu para parar próximo a uma área de mata e descartou o saco. Ele achou estranho, mas seguiu viagem. No dia seguinte, retornou ao local e, ao abrir, encontrou o feto de sexo feminino. Ambos vieram à delegacia, se reconheceram, e ela confirmou ser a pessoa que fez a corrida.

 Delegada Nathalia Figueiredo, do DHPP - Foto: Reprodução Lupa1Delegada Nathalia Figueiredo, do DHPP - Foto: Reprodução Lupa1 

No DHPP, ainda de acordo com a delegada, a mulher inicialmente relatou informalmente o que havia ocorrido, mas, ao logo em seguida, optou por exercer o direito de permanecer calada.

Durante a conversa informal, ela relatou a conduta. Mas, quando foi formalmente ouvida, fez uso do direito de permanecer calada. O que temos, e que motivou a autuação, é o crime de ocultação de cadáver. A lei prevê fiança, que foi arbitrada e paga. Ela foi liberada, mas permanece investigada. Agora precisamos analisar a situação do feto: se nasceu vivo ou morto; se, no caso de morte intrauterina, o aborto foi espontâneo ou criminoso; e, se nasceu vivo, se houve prática criminosa por parte da genitora.

A delegada Nathalia Figueiredo informou ainda que tanto a investigada quanto o feto já passaram por exames preliminares.

Ela foi submetida a exames e já temos certeza de que houve gestação recente, o que confirma que é a genitora. Também solicitamos exame toxicológico para verificar uso de alguma substância que possa ter provocado a morte. Sobre o feto, informalmente, o médico informou que não há sinais de violência mecânica. A criança estava formada, com cerca de 37 semanas, já apta a nascer. Mas só o laudo completo poderá confirmar se houve morte natural, aborto espontâneo ou crime, completou




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