Por Isadora Santos , Thawan Melo
09 de outubro de 2025 às 13:30 ▪ Atualizado há 3 meses
O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) concluiu, nesta quarta-feira (08), o inquérito sobre o assassinato de Jad Rubens Barros de Sousa, de 29 anos, ocorrido em janeiro deste ano. O crime, motivado por uma dívida de aproximadamente R$ 30 mil, resultou no indiciamento de sete pessoas.
DHPP indicia sete suspeitos por morte de traficante ligado à Família do Norte. Foto Colagem Lupa1: Reprodução De acordo com o Delegado de Polícia Civil do Piauí, Danúbio Dias, a vítima seria integrante da facção "Família do Norte", em Manaus, e gerenciava a venda de entorpecentes para traficantes no Piauí, Ceará e Paraíba. Ele teria sido morto pelos membros da facção que integrava devido a uma dívida com a organização criminosa.
"O inquérito foi concluído, encerrado ontem, e eu encaminhei o relatório final para que o Ministério Público possa avaliar as provas coletadas ao longo da investigação. Isso ficou evidente no que tange a robustez do inquérito, e a robustez do inquérito, não há dúvidas quanto à participação dos indiciados do crime. É importante ressaltar que houve o compartilhamento de provas da investigação feita pelo DENARC com o Departamento de Homicídios, demonstrando que, de fato, o indivíduo que autorizou a execução da vítima é um indivíduo membro da família do Norte, e ele autorizou a execução da vítima por conta de uma dívida de drogas no valor de 30 mil reais", informou o delegado.
Delegado de Polícia Civil do Piauí Danúbio Dias. Foto: TV Lupa1 Dois suspeitos, identificados como Raifran, apontado como executor e Alisson, já foram presos.Outros cinco envolvidos permanecem foragidos, mas também foram indiciados por integrar organização criminosa e por homicídio qualificado.
Estão foragidos:
Jad Rubens foi morto em janeiro de 2025 após ser sequestrado junto com a namorada em um baile de reggae na zona Sul de Teresina. Segundo as investigações, a vítima foi atraída para o local pelo autor do disparo e levado pelos membros da facção até um campo de futebol onde passou por um interrogatório de cerca de três horas.
“O Raifran nunca negou que o Reggae é dele. O sobrinho dele, que é o Alisson, disse que o Reggae não é dele. Mas o Raifran, quando interrogado, interpelado, nunca negou que o Reggae é dele e ele admitiu que a vítima foi sequestrada dentro do reggae, e que ele estava presente. Nega o envolvimento no crime, mas admite que estava lá na noite e que presenciou a vítima sendo sequestrada”, explicou o delegado.
Entre os indiciados, está Maiara, integrante da organização criminosa Comando Vermelho, que permanece foragida. Segundo o delegado Danúbio Dias, da Polícia Civil do Piauí, a investigação conduzida pelo setor de inteligência do DHPP confirmou o envolvimento dela no crime.
“A identificação dela foi concluída pela inteligência aqui do departamento. Na realidade, ela foi quem levou, digamos assim, entre aspas, foi quem fez a denúncia à facção sobre o débito da vítima. E foi ela quem trouxe a vítima para a facção”, explicou o delegado.
Ao comentar sobre a atuação da facção, o delegado destacou que o caso reflete um movimento já observado pela polícia há anos.
“Desde o ano de 2015 o Comando Vermelho tem se aproximado dessas facções regionais para tentar impedir a interiorização do PCC no Brasil. Isso já é objeto de estudo e de investigação ao longo desses anos. Então essa proximidade não é incomum para a polícia”, ressaltou.
O DHPP segue com as diligências para localizar os foragidos.
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