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Sindjor-PI repudia comentário racista contra jornalista Ângela Bispo da TV Clube

Entidade manifesta solidariedade à apresentadora do Bom Dia Piauí, afirma que liberdade de expressão não justifica discriminação e cobra medidas de prevenção ao racismo na Rede Clube.

Por Tiago Moura

15 de outubro de 2026 às 16:48 ▪ Atualizado em 15/10 às 16:49

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  • O Sindjor-PI divulgou uma nota de repúdio a um comentário ofensivo contra a jornalista Ângela Bispo.
  • A entidade afirma que ataques pessoais ultrapassam os limites do respeito e não justificam o racismo.
  • Solidariedade é prestada à jornalista, destacando sua carreira e competência.
  • O sindicato aponta que jornalistas negras continuam enfrentando discriminação, citando uma pesquisa de 2021 sobre o perfil racial na imprensa.
  • Ângela Bispo decidiu não mais se calar em relação a tais ataques.
  • Sindjor-PI critica que ofensas pessoais não são liberdade de expressão legítima.
  • A entidade se dispõe a apoiar Ângela em medidas legais contra o racismo.
  • O sindicato busca dialogar com a Rede Clube para ações mais efetivas contra o racismo.
  • Sindjor-PI reforça seu compromisso com a igualdade racial e um jornalismo democrático.
  • A nota pede a reativação de comissões internas para monitorar a violência contra jornalistas.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Piauí (Sindjor-PI) divulgou uma nota de repúdio a um comentário ofensivo publicado nas redes sociais da TV Clube contra a jornalista Ângela Bispo, apresentadora do Bom Dia Piauí. Na manifestação, a entidade aponta que ataques pessoais contra profissionais da comunicação ultrapassam os limites do respeito e afirma que a liberdade de expressão não pode ser usada para justificar o racismo.

 
 Sindjor-PI repudia comentário racista contra jornalista Ângela Bispo da TV Clube. Foto: ReproduçãoSindjor-PI repudia comentário racista contra jornalista Ângela Bispo da TV Clube. Foto: Reprodução   

No comunicado, o sindicato presta solidariedade à jornalista e destaca sua trajetória profissional. Negra, mãe e formada pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), Ângela Bispo trabalhou na TV Antares e integra a TV Clube desde 2021, com atuação na cobertura jornalística do estado.

Segundo o Sindjor-PI, a competência e a experiência profissional não impedem que jornalistas negras sejam alvo de manifestações discriminatórias. Para a entidade, esse tipo de ataque atinge a dignidade das profissionais e contribui para a perpetuação do racismo nos espaços públicos.

Jornalista afirma que não quer mais se calar

Na nota, o sindicato relata que, em conversa com a entidade, Ângela Bispo afirmou que já guardou para si comentários dessa natureza, mas decidiu que não quer mais permanecer em silêncio diante das situações.

“Não podemos mais silenciar em relação a isso”, declarou a jornalista, conforme o comunicado do Sindjor-PI.

A entidade relaciona o episódio às dificuldades enfrentadas por mulheres negras no mercado de trabalho e cita dados da pesquisa Perfil Racial da Imprensa Brasileira, realizada em 2021 pelo Jornalistas&Cia, Portal dos Jornalistas, Instituto Corda e I’MAX.

De acordo com os números mencionados pelo sindicato, cerca de 98% dos jornalistas negros entrevistados relataram dificuldades para se desenvolver na carreira. Entre as jornalistas negras ouvidas, 52,3% afirmaram já ter sofrido misoginia e racismo no ambiente profissional.

Sindicato cobra medidas contra o racismo

O Sindjor-PI afirma que críticas ao trabalho jornalístico são legítimas quando feitas com fundamentação, mas ressalta que ofensas pessoais e manifestações discriminatórias não podem ser tratadas como simples exercício da liberdade de expressão.

A entidade informou que está à disposição de Ângela Bispo para oferecer apoio na denúncia e na busca por medidas legais cabíveis. O sindicato também pretende dialogar com a Rede Clube para reivindicar ações mais efetivas de prevenção e enfrentamento ao racismo no ambiente jornalístico.

Ao final da nota, o Sindjor-PI reafirma seu compromisso com a defesa dos profissionais da comunicação, a igualdade racial e o fortalecimento de um jornalismo plural e democrático. A entidade também defende que a nova gestão reative comissões internas de monitoramento e acompanhamento de casos de violência contra jornalistas, com o objetivo de ampliar a atuação sindical diante desse tipo de ocorrência.




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