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Semcaspi alerta para possível golpe com falsa entrevistadora do CadÚnico em Teresina

Mulher teria ido até residências e solicitado dados pessoais e fotografias; caso foi encaminhado às autoridades.

Por Tiago Moura

06 de outubro de 2026 às 09:46 ▪ Atualizado em 06/10 às 09:49

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  • A Semcaspi alertou a população de Teresina sobre uma possível tentativa de golpe por uma falsa entrevistadora do CadÚnico.
  • Uma mulher estaria pedindo informações pessoais e fotos, alegando ser da equipe do CadÚnico.
  • Após denúncias, foi confirmado que ela não fazia parte do CRAS Sudeste I.
  • As autoridades foram notificadas e um boletim de ocorrência foi registrado.
  • Semcaspi orienta: não fornecer dados sem confirmar a identidade do profissional e a finalidade da solicitação.
  • Confirmação deve ser feita diretamente com o CRAS e por canais oficiais.
  • Mais informações estão disponíveis nos canais oficiais da Semcaspi.

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) emitiu um alerta à população de Teresina sobre uma possível tentativa de golpe envolvendo uma mulher que estaria se passando por entrevistadora do Cadastro Único (CadÚnico).

 Semcaspi alerta para possível golpe com falsa entrevistadora do CadÚnico em Teresina. Foto: WhatsAppSemcaspi alerta para possível golpe com falsa entrevistadora do CadÚnico em Teresina. Foto: WhatsApp   

Segundo a secretaria, a mulher teria abordado moradores em suas próprias residências e solicitado informações pessoais e fotografias. O caso chegou ao conhecimento da Semcaspi após usuários do CRAS Sudeste I – Casa dos Direitos relatarem abordagens feitas por uma mulher que teria se identificado como Larissa e afirmado atuar como cadastradora do CadÚnico.

Em um dos relatos, a mulher teria comparecido à casa de uma moradora e pedido dados pessoais e fotografias. Em outra situação, a abordagem teria começado por telefone, com uma tentativa de agendar uma visita presencial.

Mulher não fazia parte da equipe do CRAS
Após receber as denúncias, a equipe do CRAS verificou que a mulher não fazia parte do quadro de profissionais da unidade.

Uma das pessoas abordadas registrou um boletim de ocorrência. A Semcaspi também encaminhou as informações às autoridades responsáveis pela investigação.

O caso foi comunicado ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). A secretaria também enviou um ofício à Secretaria de Estado da Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) solicitando a apuração da situação.

Como identificar uma abordagem suspeita?
A Semcaspi orienta que a população não forneça documentos, dados pessoais ou fotografias antes de confirmar a identidade do profissional e a finalidade da solicitação.

De acordo com a secretaria, as equipes que atuam na assistência social utilizam uniforme padrão e crachá funcional. A vestimenta e as informações utilizadas pela mulher mencionada nas denúncias não corresponderiam ao padrão adotado pelos profissionais da Semcaspi.

Em caso de abordagem, a orientação é:

  • Não fornecer documentos ou dados pessoais antes de confirmar a identidade do profissional;

  • Não permitir fotografias ou outros registros de imagem sem saber a finalidade;

  • Solicitar a identificação da pessoa e confirmar as informações diretamente com o CRAS responsável pela região;

  • Não realizar nenhum procedimento até confirmar a abordagem por um canal oficial;

  • Registrar a ocorrência junto às autoridades de segurança pública diante de uma solicitação ou coleta suspeita de dados, documentos ou imagens.

Como confirmar se o atendimento é oficial?
Os moradores podem consultar os endereços e contatos dos CRAS de Teresina nos canais oficiais da Semcaspi. As informações também estão disponíveis no perfil da secretaria no Instagram, na aba de destaques “Endereços CRAS”.

A Semcaspi ressalta que, até o momento, não há elementos conclusivos sobre a identidade da mulher, eventual vínculo dela com a administração pública ou a finalidade das informações e imagens que teriam sido solicitadas.

O caso foi encaminhado às autoridades competentes e deverá ser investigado.

A secretaria reforça que a população deve procurar os canais oficiais da rede de assistência social antes de fornecer informações pessoais a qualquer pessoa que se apresente como profissional do setor.




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