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Piauí chega a 10 empregadores na ‘Lista Suja’ do trabalho escravo

Quatro novos empregadores foram incluídos no cadastro do MTE; registros envolvem 101 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão.

Por Tiago Moura

07 de outubro de 2026 às 10:01 ▪ Atualizado em 07/10 às 10:20

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  • O Ministério do Trabalho e Emprego adicionou quatro novos empregadores do Piauí à "Lista Suja" por condições de trabalho análogas à escravidão.
  • Agora, há um total de dez empregadores do Piauí na lista, envolvendo 101 trabalhadores.
  • As atividades econômicas afetadas incluem pedreiras, fazendas e construção civil em vários municípios do estado.
  • O procurador Edno Moura destaca a importância de ações permanentes de combate ao trabalho escravo e a necessidade de fiscalização rigorosa.
  • Em nível nacional, 82 novos empregadores foram incluídos na lista, abrangendo 21 unidades da Federação.
  • Minas Gerais lidera as inclusões com 19 registros, seguido pela Bahia com oito.
  • A "Lista Suja" é formada por empregadores administrativamente responsabilizados após procedimentos de fiscalização.

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) incluiu quatro novos empregadores do Piauí no Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão, conhecido como “Lista Suja”. A atualização foi divulgada nesta terça-feira (06) e elevou para dez o número de registros do estado no cadastro.

 Piauí chega a 10 empregadores na ‘Lista Suja’ do trabalho escravo. Foto: ReproduçãoPiauí chega a 10 empregadores na ‘Lista Suja’ do trabalho escravo. Foto: Reprodução   

Ao todo, os dez registros relacionados ao Piauí envolvem 101 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão. As ocorrências estão relacionadas a diferentes atividades econômicas, incluindo pedreiras, fazendas e construção civil.

Os empregadores listados estão distribuídos pelos municípios de Batalha, Currais, Monte Alegre do Piauí, Caldeirão Grande, Francinópolis, Uruçuí, Piripiri, Altos, Cajueiro da Praia e Palmeira do Piauí.

Procurador destaca necessidade de fiscalização
O chefe regional da Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (Conaete) do Ministério Público do Trabalho no Piauí (MPT-PI), procurador Edno Moura, afirmou que os dados reforçam a necessidade de manter ações permanentes de combate ao trabalho escravo.

Segundo ele, as violações podem ocorrer em diferentes setores da economia e exigem atuação integrada dos órgãos responsáveis pela fiscalização e proteção dos trabalhadores.

“São violações graves da dignidade do trabalhador e que podem ocorrer em diferentes atividades econômicas. Por isso, além da atuação integrada dos órgãos de fiscalização e proteção, é fundamental que a sociedade esteja atenta e denuncie situações suspeitas”, afirmou Edno Moura.

Brasil tem 82 novos registros

Em todo o país, 82 novos empregadores foram incluídos na atualização mais recente do cadastro. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, os casos foram identificados por ações da Inspeção do Trabalho realizadas entre 2024 e 2026.

Os novos registros estão distribuídos por 21 unidades da Federação. Minas Gerais teve o maior número de inclusões, com 19, seguido pela Bahia, com oito. Amazonas e Maranhão tiveram seis novos registros cada.

Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio Grande do Sul e Piauí aparecem com quatro novos empregadores incluídos na atualização.

A “Lista Suja” reúne empregadores que foram responsabilizados administrativamente por submeter trabalhadores a condições análogas à escravidão, após a conclusão dos procedimentos previstos pela fiscalização trabalhista.

Confira a lista completa no site do Ministério do Trabalho e Emprego.




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