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Fim da escala 6x1: Senado começa a discutir PEC nesta terça-feira

Proposta reduz jornada semanal de 44 para 40 horas e prevê dois dias de descanso remunerado; texto ainda precisa ser votado em dois turnos.

Por Tiago Moura

06 de outubro de 2026 às 09:21 ▪ Atualizado em 06/10 às 09:33

Ver resumo
  • O Senado Federal começou a discutir a PEC 221/2019 que visa reduzir a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.
  • A discussão inicial ocorreu de forma semipresencial e não houve votação nessa etapa.
  • São necessárias cinco sessões de discussão antes da votação em primeiro turno e três sessões entre os dois turnos.
  • A PEC já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e pela CCJ do Senado.
  • Para aprovação, a PEC precisa de pelo menos 49 votos favoráveis em cada turno do Senado.
  • Se aprovada sem alterações, segue para promulgação; caso contrário, volta à Câmara.
  • O fim da escala 6x1 inclui dois dias de repouso semanal remunerado, sem redução salarial, com um dia preferencialmente aos domingos.
  • A mudança será gradual: primeira redução em 60 dias e a total em um ano após a promulgação.
  • A discussão no Senado considerará diferentes posições sobre a proposta.

O Senado Federal inicia nesta terça-feira (06) a discussão, em primeiro turno, da PEC 221/2019, que prevê o fim da escala 6x1 e reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais.

 Senado Federal - Marcos Oliveira/Agência SenadoSenado Federal - Marcos Oliveira/Agência Senado   

A primeira sessão de discussão está marcada para as 14h e será realizada de forma semipresencial. A discussão, no entanto, não representa uma votação da proposta.

Pelo regimento do Senado, são necessárias cinco sessões de discussão antes da votação em primeiro turno. Depois, outras três sessões devem ocorrer entre o primeiro e o segundo turno.

As sessões estão previstas para esta terça (6), quarta-feira (7) e quinta-feira (8), sempre às 14h. As datas correspondem, respectivamente, à primeira, segunda e terceira sessões de discussão da PEC.

O que falta para a PEC ser aprovada?
A proposta já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em setembro.

Agora, o texto precisa cumprir as sessões de discussão previstas no regimento e ser aprovado em dois turnos no plenário do Senado.

Para uma PEC ser aprovada, são necessários pelo menos 49 votos favoráveis em cada turno, o equivalente a três quintos dos 81 senadores.

Se o texto for aprovado sem alterações, seguirá para promulgação pelo Congresso Nacional. Caso os senadores façam mudanças na proposta, ela terá de retornar à Câmara dos Deputados.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que pretende cumprir as cinco sessões de discussão previstas para o primeiro turno. Após essa etapa, os senadores poderão analisar um calendário especial para reduzir o intervalo entre as fases seguintes.

O que muda com o fim da escala 6x1?
A PEC altera o artigo 7º da Constituição Federal para reduzir a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas.

O texto também estabelece dois dias de repouso semanal remunerado, sem redução dos salários. Na prática, a proposta cria como referência uma jornada de cinco dias de trabalho e dois dias de descanso.

Um dos dias de folga deverá ocorrer, preferencialmente, aos domingos.

A proposta permite adaptações para atividades que possuem jornadas especiais, desde que sejam preservados os dois dias de repouso semanal remunerado.

Mudança será gradual
A redução da jornada não entraria em vigor imediatamente após eventual aprovação da PEC.

Pelo texto em análise, 60 dias após a promulgação da emenda, a jornada máxima semanal passaria de 44 para 42 horas.

Depois de 12 meses, haveria uma nova redução de duas horas, chegando ao limite de 40 horas semanais.

A proposta mantém o limite de oito horas diárias e determina que a redução da jornada e o aumento dos dias de descanso ocorram sem redução salarial.

O texto também prevê regras específicas para determinadas atividades e contratos.

Senado ainda vai discutir proposta
A Presidência do Senado informou que o tema será debatido antes da votação, destacando a relevância da proposta e a necessidade de considerar as diferentes posições sobre a mudança nas regras de jornada.

Assim, mesmo com o início das discussões nesta terça-feira, a eventual aprovação da PEC ainda depende do cumprimento das etapas previstas no Senado e do apoio de pelo menos 49 parlamentares em cada turno de votação.




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