AO VIVO
A Rádio Lupa 1 toca onde você estiver.

Brasil

Aedes aegypti: 49% dos municípios avaliados no Brasil estão em alerta ou risco

LIRAa aponta situação de alerta ou risco em 1.836 das 3.732 cidades que participaram do levantamento

Por Viviane Augusta

08 de outubro de 2026 às 16:30 ▪ Atualizado em 08/10 às 16:31

Ver resumo
  • 49,2% dos municípios brasileiros estão em alerta ou risco de proliferação do Aedes aegypti.
  • Os dados são do segundo ciclo do LIRAa, divulgado pelo Ministério da Saúde.
  • A pesquisa analisou 3.732 municípios e identificou principais focos de criadouros.
  • 42,3% dos focos estão em recipientes que acumulam água, como vasos de plantas.
  • 26,1% dos focos estão em reservatórios de água, como caixas-d’água.
  • Nas regiões, os tipos de criadouros predominantes variam:
  • - Nordeste: armazenamento de água.
  • - Norte: pneus e resíduos sólidos.
  • - Sudeste, Sul, Centro-Oeste: vasos e recipientes.
  • Medidas de prevenção incluem:
  • - Manter caixas-d’água fechadas.
  • - Guardar garrafas viradas para baixo.
  • - Limpar calhas e eliminar água de pneus.
  • Os cuidados devem ser mantidos durante todo o ano.

Cerca de 49,2% dos municípios brasileiros avaliados estão em situação de alerta ou risco para a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika. Os dados fazem parte do segundo ciclo do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), divulgado pelo Ministério da Saúde na terça-feira (7).
 Mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya (Foto: Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas)Mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya (Foto: Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas) 

O levantamento analisou 3.732 dos 5.569 municípios brasileiros. Os dados foram coletados entre maio e agosto deste ano e consideram apenas as cidades que enviaram informações para a pesquisa.

Onde estão os principais focos

Segundo o Ministério da Saúde, 42,3% dos criadouros identificados estavam em recipientes como vasos e pratos de plantas, garrafas e outros objetos que podem acumular água.

Na sequência aparecem reservatórios de água, como caixas-d’água e tonéis, com 26,1% dos focos, além de pneus e resíduos sólidos, como garrafas PET, latas e entulho, que representam 23%.

O tipo de criadouro predominante varia de acordo com a região. No Nordeste, por exemplo, destacam-se os recipientes utilizados para armazenamento de água. No Norte, predominam pneus e resíduos sólidos. Já no Sudeste, Sul e Centro-Oeste, os principais focos estão em vasos, pratos de plantas, garrafas e outros recipientes.

Como evitar a proliferação do mosquito

O Ministério da Saúde orienta que a população faça vistorias frequentes em casa e nos espaços ao redor para eliminar locais que possam acumular água.

Entre as medidas recomendadas estão manter caixas-d’água, tonéis e cisternas fechados; guardar garrafas e baldes virados para baixo; limpar calhas e ralos; eliminar água acumulada em vasos e pneus; e dar a destinação adequada a latas, plásticos e entulhos.

Os cuidados devem ser mantidos durante todo o ano, especialmente nos períodos em que as condições ambientais favorecem a reprodução do Aedes aegypti.




Assine a Newsletter do Portal Lupa1

De segunda a sexta, um resumo dos fatos que importam, direto no seu e-mail e de forma gratuita.

Siga no WhatsApp Canal LUPA 1 | Portal e TV