Polícia

Homem com esquizofrenia é torturado e morto em "tribunal do crime"; três suspeitos são presos em Teresina

Segundo o DHPP, vítima de 34 anos foi levada por integrantes de uma facção para uma área de mata, onde sofreu agressões que causaram sua morte.

Por Tiago Moura

21 de julho de 2026 às 10:28 ▪ Atualizado há 29 minutos


O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) prendeu, nesta terça-feira (21), três suspeitos de participação no assassinato de Francisco Gustavo Ferreira Araújo, de 34 anos, morto após ser submetido a um chamado "tribunal do crime", prática atribuída a integrantes de uma facção criminosa. O caso aconteceu no dia 26 de fevereiro deste ano, na zona Sul de Teresina.

 Homem com esquizofrenia é torturado e morto em Homem com esquizofrenia é torturado e morto em "tribunal do crime"; três suspeitos são presos em Teresina. Foto: SSPI-PI   

De acordo com as investigações, Francisco Gustavo foi levado para uma área de pastagem, onde teria sido violentamente agredido. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) chegaram a ser acionadas, mas a vítima não resistiu aos ferimentos.

Segundo o DHPP, Francisco Gustavo tinha diagnóstico de esquizofrenia e era usuário de drogas. Na noite anterior ao crime, ele teria furtado o celular da própria mãe. Ainda conforme a polícia, diante de ameaças que vinha sofrendo, a mulher decidiu procurar integrantes de uma facção criminosa para tentar recuperar o aparelho.

As investigações apontam que, em vez de devolver o celular, os criminosos levaram a vítima para o chamado "tribunal do crime". No local, Francisco Gustavo sofreu diversas agressões físicas que provocaram fraturas na coluna e no pescoço, além de lesões no tórax, causando sua morte.

O DHPP identificou quatro envolvidos no homicídio. Três deles foram presos nesta terça-feira, enquanto o quarto suspeito segue sendo procurado. Conforme a investigação, a execução teria sido determinada por um integrante da facção conhecido como "disciplina", responsável por aplicar punições internas da organização criminosa.

Ainda segundo a polícia, a mãe da vítima já havia acionado a Polícia Militar em outras ocasiões para conter surtos provocados pela doença do filho. No entanto, ela passou a ser ameaçada por integrantes da facção, que teriam proibido novos contatos com a polícia.

O Departamento de Homicídios informou que o inquérito continua em andamento para localizar o quarto envolvido e esclarecer todos os detalhes da execução.




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