Por Isadora Santos
22 de maio de 2025 às 18:33 ▪ Atualizado há 3 meses
O nome do Grupo Jorge Batista — dono das Drogarias Globo e da distribuidora Nazária — foi identificado em uma listagem de vazamentos mantida na dark web pelo grupo hacker Gunra, o mesmo responsável pelo ataque que paralisou os sistemas da rede e causou prejuízo estimado em R$ 400 milhões.

A inclusão do nome da empresa nesse ambiente virtual foi confirmada pela Coluna Ponto de Ruptura durante a apuração do caso.
Os dados estão organizados dentro de uma pasta nomeada como “Banco do Brasil”, onde constam subpastas e arquivos com nomes e formatos semelhantes aos de planilhas e relatórios financeiros usados em sistemas empresariais. Até o momento, os arquivos não estão disponíveis para download público.
A página exibe um aviso claro de extorsão: Note: If you want to download all this company data, please contact us.
A prática confirma a segunda etapa do chamado ransomware de dupla extorsão: os dados são roubados, e os criminosos pressionam a vítima para pagamento sob ameaça de exposição ou venda dos arquivos.
Chama atenção o fato de que a URL anexada à listagem dos hackers aponta para o domínio vendasjb.com/jorgebatista/catalogo/login, associado ao e-commerce do Grupo Jorge Batista. A informação técnica reforça a hipótese de que o ambiente digital da empresa — possivelmente a plataforma de vendas — pode ter sido a porta de entrada explorada pelos invasores.
Esse tipo de vulnerabilidade é comum em estruturas mal protegidas ou desatualizadas, especialmente quando há integração com sistemas administrativos internos.
Sobre o incidente ocorrido, a Drogaria Globo informa que as lojas já estão com o sistema operando e que o atendimento foi normalizado. No caso da Distribuidora Nazária, a previsão de retorno do atendimento aos clientes será ainda esta semana. No que se refere ao ataque, mesmo segue sendo investigado pelas autoridades competentes. Informou a assessoria.
O grupo Gunra, responsável pelo ataque ao Grupo Jorge Batista, mantém um site de vazamentos hospedado na dark web — um ambiente oculto da internet, acessível apenas por meio do navegador Tor e fora do alcance dos buscadores tradicionais.

Esses sites geralmente listam o nome das empresas atacadas, divulgam amostras dos dados exfiltrados e publicam mensagens de chantagem, pressionando o pagamento de resgates em criptomoedas. Alguns exibem também cronômetros com contagem regressiva até a liberação total dos arquivos, caso o valor exigido não seja pago.
A equipe da Coluna Ponto de Ruptura teve acesso controlado e técnico ao conteúdo que cita o Grupo Jorge Batista, por meio de monitoramento especializado. Não houve interação com os criminosos e nenhuma tentativa de download de material.
Por segurança, o endereço exato do site não será publicado.
Sites da dark web podem conter códigos maliciosos, material ilegal e risco real à integridade de quem acessa sem preparo técnico.
De segunda a sexta, um resumo dos fatos que importam, direto no seu e-mail e de forma gratuita.
Prejuízo milionário
EXCLUSIVO
Coluna Lugar de Fala
Pedido de suspensão
Denúncias
Copa do Mundo 2026
Eleições 2026
Programação
Ocorrência
Segurança
Infraestrutura
Desenvolvimento
Segurança
Novo Atacarejo
Homenagem
Os bastidores do poder no Piauí e no Brasil. A notícia sem rodeios. Lupa1 é jornalismo imparcial com conteúdo exclusivo e diário.
Termos de uso Política de Privacidade Princípios Editoriais
© 2026 Portal Lupa1. Todos os direitos reservados.