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Laura Nascimento propõe escolas especializadas para estudantes com deficiência

Candidata afirma que as políticas públicas devem considerar as características individuais dos estudantes e a participação das famílias na definição do acompanhamento.

Por Isabella Monteiro

15 de setembro de 2026 às 20:38 ▪ Atualizado em 15/09 às 21:25

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  • Laura Nascimento propõe ampliar a inclusão de alunos com deficiência através de várias medidas.
  • Defende a ampliação do Atendimento Educacional Especializado (AEE) e a criação de equipes multiprofissionais nas escolas.
  • Destaca a necessidade de profissionais capacitados e adaptações adequadas para a efetiva participação e aprendizagem dos alunos.
  • Propõe que o atendimento seja personalizado, podendo ocorrer em escolas regulares ou especializadas, conforme a necessidade.
  • Conheceu práticas inclusivas em Betim, Minas Gerais, que inspiraram seu programa.
  • Sugere a criação de salas de AEE dentro das escolas e no mesmo turno das aulas.
  • Defende a participação das famílias e diferentes modelos dentro das políticas de educação inclusiva.
  • Propõe discutir financiamento para melhorar a estrutura das escolas, caso eleita.

A candidata a deputada federal Laura Nascimento (PSD) apresentou propostas voltadas à educação de crianças e adolescentes com deficiência. Entre as medidas defendidas por ela estão a ampliação do Atendimento Educacional Especializado (AEE), a formação de profissionais e a criação de equipes multiprofissionais para dar suporte aos estudantes e às escolas.

 Laura Nascimento propõe novas medidas para ampliar inclusão de alunos com deficiência - Foto: ReproduçãoLaura Nascimento propõe novas medidas para ampliar inclusão de alunos com deficiência - Foto: Reprodução 

Segundo Laura, a matrícula na rede de ensino não é suficiente para garantir a participação e a aprendizagem dos alunos. Ela afirma que a ausência de profissionais capacitados, adaptações e acompanhamento pode dificultar o processo educacional de estudantes que necessitam de suporte específico.

A candidata também defende que o atendimento seja definido de acordo com as necessidades de cada estudante. Na avaliação apresentada por ela, a educação pode ocorrer em escolas regulares, com os recursos necessários, ou em instituições especializadas quando houver necessidade de um nível maior de suporte.

“Uma criança pode estar dentro da escola e, ainda assim, estar excluída. Isso acontece quando existe matrícula, mas não existe suporte”, afirmou.

A proposta ganhou espaço na campanha de Laura após ela conhecer uma iniciativa desenvolvida em Betim, em Minas Gerais, voltada ao atendimento educacional de estudantes que necessitam de maior suporte. A partir da experiência, a candidata passou a defender a ampliação do debate sobre os diferentes modelos de atendimento dentro das políticas de educação inclusiva.

Entre as medidas apresentadas está a possibilidade de funcionamento de salas de Atendimento Educacional Especializado dentro das próprias escolas regulares e no mesmo turno das aulas. De acordo com Laura, a mudança evitaria que as famílias precisassem levar os estudantes novamente à escola em outro horário para ter acesso ao atendimento.

“Quero salas de AEE estruturadas dentro das escolas regulares, funcionando também no mesmo turno em que a criança estuda, para que o atendimento especializado faça parte efetivamente da rotina escolar”, declarou.

Laura também propõe ampliar equipes multiprofissionais para acompanhar estudantes e unidades de ensino, além de investir na formação dos profissionais que atuam no apoio escolar. Outra frente defendida pela candidata é o fortalecimento do atendimento educacional especializado para alunos que necessitam de suporte intensivo.

A candidata afirma que as políticas públicas devem considerar as características individuais dos estudantes e a participação das famílias na definição do acompanhamento. Para ela, diferentes formas de atendimento podem integrar uma política de educação inclusiva.

“Defender diferentes níveis de suporte não é ser contra a educação inclusiva. É ser contra uma inclusão que existe apenas no papel”, disse.

A proposta de Laura também prevê a discussão, em âmbito federal, de mecanismos de financiamento para que estados e municípios possam ampliar a estrutura das escolas e garantir os serviços de apoio necessários aos estudantes.

A candidata afirma que pretende levar o tema para o debate no Congresso Nacional caso seja eleita deputada federal.




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