Por Viviane Augusta
04 de setembro de 2026 às 14:50 ▪ Atualizado em 04/09 às 15:48
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou nesta sexta-feira (4) que o ministro André Mendonça e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, tenham cinco dias para se manifestarem sobre acusações apresentadas pelo ministro Alexandre de Moraes relacionadas ao caso Master.
Foto: Divulgação/ STF Moraes apontou possíveis atos de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade por parte de Mendonça. As acusações foram embasadas em um relatório de inteligência da Polícia Federal apresentado ao Supremo.
O documento, no entanto, afirma que as informações são uma “análise de cenário” e não possuem valor probatório. Fachin determinou que o relatório seja retirado do inquérito das Fake News, relatado por Moraes, e anexado a uma petição separada, que ficará sob a relatoria do presidente do STF.
A determinação ocorre em meio a uma crise entre ministros do Supremo que veio à tona após Mendonça retirar o sigilo de um relatório da PF com mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do Banco Master. As conversas citam Moraes e Gonet.
No despacho, Fachin também determinou que Gonet apresente manifestação sobre o pedido de investigação contra Mendonça feito por Moraes. O presidente do STF afirmou ainda que levará ao plenário, em momento oportuno, o pedido do PGR para anular investigações supervisionadas por Mendonça.
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