Alianças: o que as impede?

Candidatos relutam para saber em qual dos lados irão apoiar.

Estamos a 10 dias do pleito do segundo turno e ainda há muitas indefinições por parte dos principais candidatos que disputaram as eleições em Teresina. Até os que não pontuaram tão bem no voto ainda relutam, como se fosse algo planejado, para saber em qual dos lados devem apostar.

Enquanto isso os dias vão passando e a campanha dos candidatos Kléber Montezuma (PSDB) e Dr. Pessoa (MDB), que já é curta, de apenas duas semanas, vai chegando ao fim.

Gessy, do PSC, a mais cortejada, ela que ficou em terceiro lugar na disputa, também segue protelando. A novata deve anunciar nesta sexta-feira (20) qual caminho seguirá.

Fábio Abreu, do PL, que obteve 29 mil votos, foi conversar ontem com o governador Wellington Dias (PT). Ele, mais uma vez, adiou o anúncio que faria, remarcando para hoje (19) a declaração de apoio ou não a Dr. Pessoa, isso porque é mais do que certo que Fábio Abreu não tem condições de subir no palanque do PSDB na capital, devido aos ataques que sofreu na campanha, que ele afirmou terem sido  patrocinados pelo Palácio da Cidade.

Simone Pereira, do PSD, deve decidir nesta quinta-feira. Nesse caso há a dúvida, embora a candidata pessoalmente não seja simpática à aliança com o PSDB, seu partido pensa diferente e ainda analise a proposta dos tucanos e Progressistas sobre o apoio a Kléber. Se pegarmos do ponto de vista que Simone seguiu na campanha praticamente sozinha, não seria uma decisão que caberia mais reservadamente a ela?

De todos os melhores colocados, Fábio Novo, do PT, foi o que primeiro se posicionou anunciando voto nulo e a liberação de seus eleitores e partidos aliados para votarem de acordo com suas convicções e conveniências.

É interessante destacar que a posição de Fábio Novo não ocorre por mera discordância de propósitos ou ideologias, mas sim porque suas exigências teriam sido rejeitadas por Dr. Pessoa, que segundo Fábio Novo, pediu um apoio “não declarado” do PT.

É aceitável que o PT se sinta desmerecido e até rejeitado quando escuta que Dr. Pessoa não quer se associar ao partido. De tanto falarem que ele seria mais um “candidato laranja” de Wellington Dias, o médico sente a necessidade de provar o contrário.

Contudo, em momentos como esse, a necessidade de provar posturas desnecessárias acaba prejudicando a formação de alianças e consolidação de apoios. Uma estratégia arriscada, concorda?

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