POLÊMICA

Nouga reage a Montezuma e diz que livros adquiridos pela prefeitura foram dentro da legalidade

De acordo com a Semec, a editora responsável pelos exemplares venceu o contrato de exclusividade do material, o que torna o pedido permitido por lei.

O secretário municipal de Educação de Teresina (Semec), Nouga Cardoso, falou nesta terça-feira (18) sobre o caso da compra de livros realizada pela Prefeitura de Teresina. De acordo com a Semec, os livros foram comprados sem licitação porque a editora responsável pelos exemplares venceu o contrato de exclusividade do material, o que torna o ato permitido por lei.

Nouga Cardoso e Kleber Montezuma
Acervo Pessoal

“Nós, da Semec, tratamos diligentemente com uma comissão de professores da rede municipal de ensino a análise dos materiais apresentados. O processo transcorreu normalmente, sendo que a Associação Piauiense de Letras (APL), não apresentou, em tempo, todas as exigências processuais necessárias para a conclusão do processo de aquisição”, afirmou o secretário de Educação, Nouga Cardoso.

A APL, atualmente presidida pelo jornalista Zózimo Tavares, conforme já divulgado, é o pivô de toda a polêmica, já que se julgou como indevidamente preterida no processo, o que é contestado pela SEMEC.

INFORMATIVO SEMEC.pdf

O secretário Nouga afirmou ainda que a solicitação e consequente compra de livros sem licitação é um procedimento normal e que já vem acontecendo desde a gestão passada, sempre recebendo a aprovação e aval de um grupo de notáveis professores, membros da instituição. Além disso, só em 2020, a SEMEC informa que a gestão passada destinou mais de 8 milhões de reais para a compra de livros que nunca chegaram a ser usados pelos estudantes da rede municipal. De acordo com a secretaria, os livros são em papel couchê e possuem mais de 300 páginas.

materia teresina educativo-convertido.pdf

Em entrevista ao Lupa1, Nouga Cardoso, afirmou que as acusações não são verdadeiras e que tem caráter político. Disse também que a informação que os livros “TERESINA EDUCATIVA” foram editorados por uma editora de outro Estado, sem a participação e aval de professores da capital piauiense, é inverídica. Ele afirmou que está tranquilo quanto ao resultado de toda essa polêmica. “Em breve se verá que tudo isso não passou de uma bravata. Tenho um nome a zelar. Dr. Pessoa e Robert Rios também. Tudo foi feito aos olhos da lei e com supervisão da Controladoria do município”, concluiu.

Nouga encerrou a entrevista dizendo que fica triste em ver a política partidária, os ranços eleitorais se misturarem a questões tão importantes, como é a educação.


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