Renato Montanha

Irregularidade

CGU investiga uso de nomes de mortos na vacinação contra Covid

“Foi identificado essa burla na campanha de vacinação do estado estamos fazendo a filtragem", afirmou o superintendente Hélio Silva Benvindo.

A Controladoria-Geral da União (CGU) do Piauí investiga dez casos suspeitos de pessoas que furaram a fila da vacinação contra a Covid-19 no estado usando identidades de mortos. A fraude foi identificada por técnicos da CGU em um cruzamento entre o Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI) e outros banco de dados. 

No Brasil, cerca de mil pessoas teriam usados dados de mortos para serem vacinados. O superintendente substituto da CGU no Piauí, Hélio Silva Sousa Benvindo, explicou que os técnicos de Brasília identificaram a irregularidade e pediram para que a CGU do estado investigar.

“Foi identificado essa burla na campanha de vacinação do estado estamos fazendo a filtragem. Há pelo menos 10 casos suspeitos de pessoas que usaram dados de mortos para furar a fila no estado. São datas de falecidos há cinco a 10 anos, não é de nenhuma morte recente”, disse o superintendente.

O superintendente disse que o universo de pessoas investigadas no Piauí pode ser maior, e que estava levantando os dados. “Estamos checando três perfis: os dados de agentes políticos (vereadores, prefeitos, secretários, gestores públicos), os de pessoas que utilizaram identidades de mortos e as pessoas que foram vacinadas e não têm idade nos registros”, disse. 

A instituição em Brasília também apura  fraudes com pessoas abaixo de 60 anos e que fora dos grupos prioritários, além de outras que se imunizaram se passando por profissionais de saúde. 

Se as fraudes forem confirmadas no Piauí, a CGU encaminhará o processo para os Ministérios Públicos Federal e Estadual para serem ajuizadas ações criminais e administrativas contra os criminosos.


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