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Agressões contra jornalistas aumentaram 105% em 2020

De acordo com a Federação Nacional dos Jornalistas, o número tem relação com chegada de Jair Bolsonaro a presidência.

Em pleno período de pandemia causada pela Covid-19, o Jornalismo foi uma das atividades mais essenciais em todo mundo, onde os profissionais da área se arriscavam para obter informações importantes e de qualidade para auxiliar na contenção do avanço da doença. Mesmo com isso, os casos de violência contra jornalistas só aumentaram.

Conforme o Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil – 2020, elaborado pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e lançado ontem (26) dentro das atividades do Fórum Social Mundial, o ano que passou foi o mais violento, desde o começo da década de 1990, quando a entidade sindical iniciou a série histórica.

Imagem: FENAJ

Foram 428 casos de ataques, incluindo dois assassinatos, o que representa um aumento de 105,77% em relação a 2019, ano em que também houve crescimento das violações à liberdade de imprensa no país.

De acordo com a FENAJ, o aumento da violência está associado à ascensão de Jair Bolsonaro à Presidência da República e ao crescimento do bolsonarismo.

“Na avaliação da Federação Nacional dos Jornalistas esse crescimento está diretamente ligado ao bolsonarismo, movimento político de extrema-direta, capitaneado pelo presidente Jair Bolsonaro, que repercute na sociedade por meio dos seus seguidores. Houve um acréscimo não só de ataques gerais, mas de ataques por parte desse grupo que, naturalmente, agride como forma de controle da informação. Eles ocorrem para descredibilizar a imprensa para que parte da população continue se informando nas bolhas bolsonaristas, lugares de propagação de informações falsas e ou fraudulentas”, diz Maria José Braga, presidenta da FENAJ, membra do Comitê Executivo da Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ) e responsável pela análise dos dados.

Ainda segundo Maria José, a postura do presidente da República serve de incentivo para que seus auxiliares e apoiadores também adotem a violência contra jornalistas como prática recorrente.

Imagem: FENAJ

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