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Caso Marcos Vitor: Estudante de medicina acusado de estupro está foragido há 9 meses

O advogado de acusação do caso destacou 'entraves' judiciais para a localização do estudante.

O Lupa1 conversou com exclusividade com o advogado Rodrigo Araújo, assistente de acusação do caso do Marcos Vitor, estudante de Medicina acusado de estuprar pelo menos seis crianças em Teresina. De acordo com o advogado, há “entraves” que estariam dificultando a localização do suspeito que está foragido há quase 10 meses.

“O Marcos Vitor não tem trabalho, ele é sustentado pelos pais. Inclusive, a gente verifica algumas movimentações financeiras, não do Marcos Vitor, mas dos pais. O Marcos Vitor não tem como se manter. Então seria de fácil, creio eu, acesso a algumas medidas cautelares e judiciais, que precisam ser feitas o quanto antes, como, por exemplo, a inclusão do nome dele no Hall da Interpol pra ser buscado internacionalmente. Isso ainda não foi feito”, disse ao Lupa1.


  

Advogado Rodrigo Araújo Eduardo Amorim/Lupa1

  

O advogado afirmou que, apesar das buscas realizadas, tanto pelo próprio advogado quanto pela polícia interestadual, a ausência de medidas judiciais e processuais dificulta a localização do acusado, “Não adianta, eu como advogado, fazer pesquisas, fazer buscas, tentar ajudar a família, que não é o meu papel nesse caso das buscas. Não adianta a polícia estar fazendo isso se a gente não tem algumas medidas judiciais, processuais que são possíveis e que não são deferidas.”

Até o momento, a defesa de Marcos Vitor se pronunciou apenas judicialmente, negando as acusações.

“É um direito da própria defesa. Com relação ao aspecto processual, a alegação é negativa dos fatos. Através de estratégia, nega os fatos e tenta situar uma situação de que o Marcos Vitor ‘era menor’, o que não corrobora. Principalmente com relação a sua irmã, que hoje tem três anos. Então ele já tinha [na época dos abusos]19 a 20 vinte anos de idade”, informou.

Relembre o caso

No dia 23 de setembro, a Polícia Civil do Piauí iniciou um inquérito para investigar um estudante de medicina de 22 anos, identificado como Marcos Vitor, suspeito de estuprar pelo menos seis crianças em Teresina. A denúncia foi feita pela mãe de uma das vítimas, Priscila Karine.

Após a denúncia, Marcos Vitor chegou a pedir desculpas nas redes sociais e afirmou que iria colaborar com todos os procedimentos judiciais. Porém, o suspeito não se apresentou na delegacia para prestação de depoimentos e não se encontrava nos endereços fornecidos.

Após o decreto de prisão preventiva, realizada no dia 7 de outubro de 2021, Marcos Vitor foi considerado foragido da Polícia, que chegou a emitir um alerta nacional aos aeroportos. Ao Lupa1, o advogado de acusação explicou que a última movimentação relevante foi a realização da oitiva da criança, que acrescentou depoimentos de vítimas ao processo. 

“Foi um ponto muito importante para o processo, pra que seja evitada a vitimização das vítimas, elas foram ouvidas em juiz e não na delegacia. Outras crianças como testemunhas, como informantes, foram ouvidas na delegacia e foram incluídas no processo, porque também sofreram abuso”, disse. 

Além disso, de acordo com Rodrigo, há o prazo de 10 dias para que seja realizado as alegações finais, concluindo, então, o julgamento.

“Nós tivemos audiência agora, relativamente um tanto quanto rápida, se comparado a outros processos. Em maio foi realizada a audiência de instrução. Inclusive, eu como assistente de acusação tenho um prazo de 10 dias para as alegações finais, posteriormente creio que o processo esteja concluído para a sua finalização, para sentença”, finalizou.

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