Por Isadora Santos , Thawan Melo
26 de novembro de 2025 às 10:18 ▪ Atualizado há 2 meses
A Justiça deu continuidade, nesta quarta-feira (26), ao terceiro dia de audiência de instrução e julgamento da Operação Escudo Eleitoral, que tem entre os réus a vereadora Tatiana Medeiros, e seu namorado Alandilson Cardoso Passos. O interrogatório dele, segundo a defesa, deve marcar o encerramento da fase de colheita de provas, previsto para ocorrer até sexta-feira (28).
Escudo Eleitoral: oitivas seguem e depoimento de Alandilson encerra a semana. Foto: TV Lupa1 A juíza Maria Junia Feitosa Bezerra Fialho informou que a audiência segue dentro da normalidade, com oitiva das testemunhas de defesa. De acordo com a magistrada, a rotina tem sido constante, com média de 25 depoimentos por dia, sem incidentes ou questionamentos que alterem o cronograma.
“A gente está continuando com a audiência de instrução de oitiva das testemunhas arroladas na defesa. Já ouvimos do Ministério Público e agora estamos ouvindo da defesa. Tudo tranquilo, tudo na maior tranquilidade como tem que ser mesmo”, afirmou.
juíza Maria Junia Feitosa Bezerra Fialho. Foto: TV Lupa1 A juíza também destacou que, após os depoimentos, o processo pode seguir para uma fase de diligências, etapa cuja duração é imprevisível.
“Nós não sabemos quanto tempo vai levar para essas diligências serem realizadas, se elas eventualmente forem requeridas. Não tem como antecipar não”, explicou.
O advogado Wildes Próspero, defensor de Alandilson Cardoso Passos, confirmou que a defesa arrolou cinco testemunhas e que as audiências vêm evoluindo sem nulidades ou contestações processuais. Ele reforçou que o depoimento de Alandilson está previsto apenas para o último dia da semana.
Advogado Wildes Próspero, responsável pela defesa de Alandilson Cardoso Passos. Foto: TV Lupa1 “Até o final da semana a colheita de provas vai se encerrar com os interrogatórios dos réus. E aí o processo segue para as etapas seguintes, de eventuais diligências e a fase de alegações finais. Ele só vai participar na sexta-feira, que é quando ocorre seu interrogatório”, disse o advogado.
Tatiana foi presa no dia 3 de abril de 2025, durante a Operação Escudo Eleitoral, deflagrada pela Polícia Federal. Ela teve a prisão convertida em domiciliar em junho, após apresentar problemas de saúde. Já Alandilson está custodiado no sistema prisional do Piauí, cumprindo RDD após ter sido flagrado se comunicando com a vereadora por meio de telefone celular enquanto ambos estavam presos.
Vereadora Tatiana Medeiros (PSB) e Alandilson Cardoso Passos - Foto: Reprodução O casal é acusado de usar a ONG “Instituto Vamos Juntos”, presidida pela mãe da vereadora, como fachada para a compra de votos, distribuição de cestas básicas e promessas de emprego, em troca de apoio eleitoral. A entidade registrou aumento de mais de 1.180% na movimentação financeira em 2024.
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