08 de dezembro de 2025 às 19:57 ▪ Atualizado há 3 meses
Em entrevista à TV Cidade Verde, o pai de Emilly Yassmyn Silva Oliveira, de 24 anos, fez um desabafo sobre a perda da filha, encontrada morta em uma área de mata na Estrada da Alegria, zona Sul de Teresina. A jovem, moradora de Petrolina (PE), estava desaparecida desde o dia 30 de novembro.
Emilly Yassmyn Silva Oliveira. Foto: Reprodução Durante a entrevista, o pai relembrou a trajetória da filha e o contato constante que mantinham, mesmo vivendo em cidades diferentes. Ele clamou por justiça e classificou o assassinato como um ato covarde.
Era uma pessoa maravilhosa. Tinha 24 anos, saiu de casa muito cedo, morando sozinha, e foi a opção dela de viver essa vida. Não precisava dessa vida. Eu e a mãe sempre tínhamos contato com ela, quase todos os dias nos falávamos, contou.
Ele disse não saber que a jovem havia viajado para Teresina e lembrou que a mãe tinha receio do local para onde ela iria. A Polícia Civil informou que a vítima veio a capital para um programa.
Vamos continuar divulgando, vamos até o julgamento pra ver se a gente consegue a pena máxima pros dois covardes. Era uma mulher, uma menina, tinha a vida toda pela frente. Dois covardes pegar uma criança e fazer isso, disse.
O corpo foi encontrado no sábado (6) em uma área de mata na Estrada da Alegria, zona Sul de Teresina.
O Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) já havia identificado o homem que esteve com ela no dia do desaparecimento: Hilton Candeira Carvalho.
Segundo o coordenador do DHPP, delegado Francisco Costa (Baretta), Hilton foi preso, interrogado e confessou o assassinato, revelando ainda que contou com a ajuda de Carlos Roberto da Silva Sousa, que também foi conduzido à delegacia.
Baretta explicou que Emilly saiu com Hilton para um programa. O valor combinado era de R$ 1.500, mas o suspeito pagou apenas R$ 300. Após o encontro, houve uma discussão, e a jovem afirmou que chamaria colegas ao local.
Hilton então a atacou, atingiu Emilly, arremessou o celular dela e a imobilizou com um “mata-leão”. Depois, usou um fio de internet para asfixiá-la até a morte.
O suspeito levou o corpo para a Estrada da Alegria, cerca de 10 km do local, e ateou fogo, abandonando o corpo na mata.
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