Por Redação Lupa1
19 de julho de 2026 às 15:14 ▪ Atualizado há 1 dia
A Justiça do Piauí concedeu liberdade, neste domingo (19), ao empresário Douglas Fonseca, fundador da DF Group, preso desde o último dia 10 de julho durante operação que investiga um suposto esquema de estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A decisão foi proferida pela desembargadora plantonista Maria do Rosário de Fátima.
CEO da DF Group é preso durante operação da SSP-PI contra suspeita de lavagem de dinheiro e fraudes eletrônicas - Foto: Reprodução Além de Douglas Fonseca, a decisão também beneficiou outros oito investigados: Ícaro Teixeira de Sousa, Milena Alves Torres, Viviane Alves da Silva, Eduardo Lima de Sousa, Jaquenilson Alvino de Sousa Abreu, Caio Guilherme Campelo, Caio Fonseca Araújo e Lucas Soares Coutinho. Janda Maira de Sousa Silva e Vitória Gabriely Conceição Fonseca Araújo já haviam sido colocadas em liberdade anteriormente. Outro investigado, Tharsio Moura Soares de Gusmão, segue foragido.
A defesa de Douglas Fonseca afirmou que o Tribunal de Justiça reconheceu a ilegalidade da prisão preventiva, sustentando que não houve fatos novos que justificassem a conversão da prisão temporária em preventiva.
Após deixar o sistema prisional, Douglas passou a cumprir medidas cautelares, como proibição de sair da comarca sem autorização judicial, obrigação de comunicar eventual mudança de endereço, comparecimento aos atos determinados pela Justiça, proibição de contato com os demais investigados e retenção do passaporte. A defesa também informou que a decisão judicial não determinou o uso de tornozeleira eletrônica e afirmou que irá apurar a adoção da medida.
A operação foi deflagrada pela Superintendência de Operações Integradas (SOI) da Polícia Civil no dia 10 de julho. Durante a ação, foram cumpridos mandados de prisão, busca e apreensão, bloqueio de contas bancárias e apreensão de veículos. A Justiça também determinou a suspensão das atividades da DF Group.
Segundo as investigações, Douglas Fonseca seria o líder de uma organização criminosa suspeita de aplicar fraudes eletrônicas para obter vantagens financeiras ilícitas e ocultar a origem dos recursos. A Polícia Civil estima que o grupo tenha feito dezenas de vítimas somente em Teresina, enquanto a Secretaria de Segurança Pública aponta que o número de prejudicados pode ultrapassar duas mil pessoas.
Durante as investigações, o delegado Matheus Zanatta informou que foram localizados R$ 38 na conta pessoal de Douglas Fonseca e cerca de R$ 5 mil em contas vinculadas à DF Group.
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