03 de outubro de 2025 às 20:33 ▪ Atualizado há 3 meses
O médico e empresário Bruno Santos Leal Campos, vice-presidente do LIDE Piauí e integrante do departamento médico do Atlético Piauiense, veio a público nesta sexta-feira (3) após ter sido preso temporariamente durante a deflagração das operações OMNI e Difusão, conduzidas pela Polícia Federal em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI).
Empresário Bruno Santos, preso na operação da PF, emite nota de esclarecimento -Foto: Reprodução As investigações apuram suspeitas de fraudes em contratos da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) e da Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina. De acordo com a PF, o esquema envolveria o uso de empresas de fachada, chamadas de “laranjas", para dar aparência de legalidade a contratos, permitindo repasses de recursos públicos a pessoas físicas e jurídicas ligadas ao grupo investigado.
Segundo a Polícia Federal, o método se repetia em diferentes contratos, que iam desde a gestão hospitalar até o fornecimento de softwares e serviços de saúde. Haveria ainda indícios de superfaturamento, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Durante a operação, foram cumpridos 33 mandados judiciais, com apreensão de quase R$ 1 milhão em espécie, joias e carros de luxo.
Operação OMNI e Difusão da PF, CGU e TCE
Na nota, Bruno Santos afirmou ter colaborado integralmente com as autoridades e rejeitou qualquer ligação com os valores e bens apreendidos.
Por ter a consciência tranquila de que nada devo, retornei voluntariamente, apresentei-me às autoridades e forneci integralmente os esclarecimentos solicitados (...). Esclareço que as vultosas quantias em dinheiro e os carros de luxo apreendidos e veiculados na imprensa juntamente com minha imagem não me pertencem e não foram apreendidos em minha residência ou em qualquer das minhas empresas.
Ele também criticou a forma como as investigações foram divulgadas, classificando-as como “midiáticas e espetaculosas”, e disse confiar plenamente no Poder Judiciário.
Bruno Santos obteve liberdade após decisão liminar do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que considerou ausentes os fundamentos para manter a prisão temporária.
Na nota, Bruno Santos fez questão de agradecer ao advogado criminalista Dr. Lucas Villa, renomado na área, pelo empenho em na defesa.
Dr. Lucas Villa, advogado - Foto: Reprodução Encerrando a manifestação, reforçou a expectativa de que os fatos sejam esclarecidos.
Reitero minha plena confiança nas instituições e no Poder Judiciário, e estou convicto de que, ao longo da investigação, todos os fatos serão devidamente esclarecidos, reafirmando a minha inocência.
De segunda a sexta, um resumo dos fatos que importam, direto no seu e-mail e de forma gratuita.
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