Polícia Civil conclui inquérito e indicia mulher por tentar levar recém-nascida de maternidade em Teresina

Segundo a Polícia Civil, a investigada foi indiciada pelo crime previsto no artigo 237 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que trata da subtração de criança ou adolescente.

A Polícia Civil do Piauí concluiu o inquérito que investigava a tentativa de subtração de uma recém-nascida ocorrida no dia 6 de julho em uma maternidade de Teresina. A investigação foi conduzida pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) e resultou no indiciamento de Auricélia de Sousa Rocha, de 42 anos.

Polícia Civil conclui inquérito e indicia mulher por tentar levar recém-nascida de maternidade em Teresina - Foto: Reprodução

Segundo a Polícia Civil, a investigada foi indiciada pelo crime previsto no artigo 237 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que trata da subtração de criança ou adolescente. Ela permanece presa preventivamente e à disposição da Justiça.

As investigações apontaram que, mesmo estando de folga, a mulher entrou na maternidade usando uniforme da unidade hospitalar. Ela teria informado aos familiares da bebê que a recém-nascida seria levada para a realização de exames, conseguindo que a criança fosse entregue.

Em seguida, conforme a apuração, a investigada colocou a bebê dentro de uma bolsa e tentou deixar o hospital. A ação foi interrompida pela tia da recém-nascida, que desconfiou da situação, localizou a criança e impediu a fuga.

Durante o inquérito, a Polícia Civil reuniu depoimentos de testemunhas, analisou imagens do sistema de videomonitoramento, realizou diligências e produziu provas técnicas e documentais. Na residência da investigada, os policiais encontraram objetos e um ambiente preparado para receber uma criança, o que, segundo a investigação, indica possível planejamento da ação.

A análise de dados telemáticos e de documentos médicos também apontou que a mulher simulava uma gestação havia vários meses, embora não estivesse grávida.

Com a conclusão das investigações, o inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário, com comunicação ao Ministério Público e à Defensoria Pública para adoção das medidas legais cabíveis.