Homem com esquizofrenia é torturado e morto em "tribunal do crime"; três suspeitos são presos em Teresina

Segundo o DHPP, vítima de 34 anos foi levada por integrantes de uma facção para uma área de mata, onde sofreu agressões que causaram sua morte.

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) prendeu, nesta terça-feira (21), três suspeitos de participação no assassinato de Francisco Gustavo Ferreira Araújo, de 34 anos, morto após ser submetido a um chamado "tribunal do crime", prática atribuída a integrantes de uma facção criminosa. O caso aconteceu no dia 26 de fevereiro deste ano, na zona Sul de Teresina.

 Homem com esquizofrenia é torturado e morto em "tribunal do crime"; três suspeitos são presos em Teresina. Foto: SSPI-PI   

De acordo com as investigações, Francisco Gustavo foi levado para uma área de pastagem, onde teria sido violentamente agredido. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) chegaram a ser acionadas, mas a vítima não resistiu aos ferimentos.

Segundo o DHPP, Francisco Gustavo tinha diagnóstico de esquizofrenia e era usuário de drogas. Na noite anterior ao crime, ele teria furtado o celular da própria mãe. Ainda conforme a polícia, diante de ameaças que vinha sofrendo, a mulher decidiu procurar integrantes de uma facção criminosa para tentar recuperar o aparelho.

As investigações apontam que, em vez de devolver o celular, os criminosos levaram a vítima para o chamado "tribunal do crime". No local, Francisco Gustavo sofreu diversas agressões físicas que provocaram fraturas na coluna e no pescoço, além de lesões no tórax, causando sua morte.

O DHPP identificou quatro envolvidos no homicídio. Três deles foram presos nesta terça-feira, enquanto o quarto suspeito segue sendo procurado. Conforme a investigação, a execução teria sido determinada por um integrante da facção conhecido como "disciplina", responsável por aplicar punições internas da organização criminosa.

Ainda segundo a polícia, a mãe da vítima já havia acionado a Polícia Militar em outras ocasiões para conter surtos provocados pela doença do filho. No entanto, ela passou a ser ameaçada por integrantes da facção, que teriam proibido novos contatos com a polícia.

O Departamento de Homicídios informou que o inquérito continua em andamento para localizar o quarto envolvido e esclarecer todos os detalhes da execução.