Uma barraca de doces instalada na Expocrato 2026, em Crato (CE), virou alvo de reclamações nas redes sociais após consumidores denunciarem cobranças consideradas excessivas durante a compra de produtos vendidos por peso. O caso ganhou grande repercussão na internet e levou o Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon), vinculado ao Ministério Público do Ceará, a realizar uma fiscalização no local.
Segundo os relatos, o estabelecimento informava o valor de R$ 19,90 a cada 100 gramas, mas muitos clientes afirmaram que só descobriram o preço final após a pesagem das fatias escolhidas. Em alguns casos, o valor da compra teria ultrapassado R$ 300, o que fez o episódio ser apelidado nas redes sociais de “golpe do doce”.
Durante a fiscalização, realizada na última quinta-feira (16), o Decon constatou que os produtos não apresentavam informações claras sobre preço, peso ou tamanho das porções, dificultando que o consumidor estimasse quanto pagaria antes da compra.
De acordo com o promotor de Justiça Thiago Marques, o Código de Defesa do Consumidor exige que informações como preço, quantidade e características do produto estejam visíveis e acessíveis. Segundo ele, o consumidor precisa ter condições de calcular, ainda que de forma aproximada, o valor da compra antes de decidir pela aquisição.
Após a inspeção, o órgão determinou que a barraca adeque a forma de exposição dos preços e das informações ao público. O Decon destacou que a venda por peso é permitida, desde que ocorra com total transparência.
Em nota, a empresa responsável pelo estande negou qualquer irregularidade. Segundo a defesa, os clientes escolhem livremente o tamanho da fatia e os produtos são comercializados por peso. A empresa também afirmou que, após o corte, os doces não podem retornar à venda por questões sanitárias, motivo pelo qual a desistência da compra se torna inviável.