Tony Trindade

A pandemia e a propaganda

Não é nada bonito vermos que ações de enfrentamento a uma tragédia sejam usadas para promoção política ou para afirmação de planos eleitorais.

A população certamente saberá reconhecer a atuação dos gestores públicos que foram responsáveis, comprometidos e dedicados no enfrentamento da pandemia do coronavírus. 

Em tempos de negacionismo e incompetência de uma parcela dos governantes na condução dessa crise, os que se mostram eficientes com certeza serão lembrados e terão reconhecimento das pessoas. 

Dito isto, vamos ao passo seguinte. A pandemia da Covid-19, uma tragédia sanitária que já matou 280 mil brasileiros, não deveria ser usada para propaganda e nem mesmo como trampolim eleitoral. Enquanto faltam leitos de UTI e o nosso sistema de saúde ainda carece de coisas básicas, não é razoável que haja esforços além do necessário em propaganda de ações na pandemia. 

Esse é um momento em que tudo aquilo que não é prioridade deve ser deixado de lado ou pelo menos suavizado. Não é nada bonito vermos que ações de enfrentamento a uma tragédia sejam usadas para promoção política ou para afirmação de planos eleitorais. 

Destaque-se mais uma vez: a população deverá saber diferenciar quem agiu com liderança e como estadista daqueles que foram omissos e tacanhos na condução dessa crise.

Nesse tempo de pandemia, informação é uma arma super importante, mas deve-se diferenciar o que é propaganda e o que é informação sobre a pandemia.

Diante de uma tragédia, os grandes homens públicos devem trabalhar para amenizar o sofrimento das pessoas e garantir condições para que seus efeitos sejam reduzidos. E aqueles que têm grandeza não precisam fazer propaganda exacerbada disso.

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