Sono ruim, estresse e excesso de sal: hábitos que podem prejudicar o coração

Privação de sono, ansiedade, sedentarismo e alimentação inadequada estão entre os fatores que podem aumentar os riscos cardiovasculares

Alguns hábitos do dia a dia podem prejudicar a saúde do coração de forma silenciosa. Dormir mal, viver sob estresse constante, consumir excesso de sal e alimentos ultraprocessados e manter uma rotina sedentária estão entre os fatores associados ao aumento do risco cardiovascular.

 Coração - Foto: Reprodução/Internet   



Um estudo publicado na revista PLOS One, em 2024, analisou pessoas na Coreia do Sul e apontou que o consumo excessivo de sal estava presente em 95,6% dos participantes considerados de alto risco cardiovascular aterosclerótico. A privação de sono apareceu em 49,9% dos casos e o sedentarismo, em 43,8%.

Dormir mal também afeta o coração

Tanto dormir pouco quanto dormir em excesso estão associados a riscos maiores de hipertensão, infarto, insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral (AVC).

A insônia crônica também pode afetar a pressão arterial durante a madrugada, prejudicar o funcionamento dos vasos sanguíneos e favorecer alterações metabólicas, como resistência à insulina.

A recomendação para adultos é manter uma rotina regular de sono, com cerca de sete a nove horas por noite.

Estresse e ansiedade

O estresse e a ansiedade constantes também podem afetar o sistema cardiovascular. Essas condições podem aumentar a pressão arterial e provocar alterações relacionadas ao funcionamento do coração e dos vasos sanguíneos.

O uso excessivo de dispositivos e redes sociais também pode contribuir para a manutenção de um estado de estresse psicológico prolongado.

Alimentação e outros fatores

Além do excesso de sal e dos ultraprocessados, outros fatores modificáveis estão relacionados ao risco cardiovascular, como pressão alta, colesterol elevado, diabetes, tabagismo e excesso de peso.

Algumas mudanças na alimentação podem ajudar na prevenção. Entre elas estão aumentar o consumo de feijão, lentilha, grão-de-bico, nozes e peixes, reduzir carnes processadas, refrigerantes e outras bebidas açucaradas e substituir gorduras saturadas por fontes de gorduras insaturadas, como o azeite de oliva.

Padrões alimentares como as dietas Mediterrânea e DASH também são associados à redução do risco de doenças cardiovasculares.

Quando procurar atendimento

Sintomas como fadiga, indigestão e ansiedade podem ter diferentes causas, mas, em alguns casos, podem estar relacionados a problemas cardíacos. Por isso, especialmente quando surgem de forma repentina ou acompanhados de outros sinais, é importante buscar avaliação médica.

O acompanhamento da pressão arterial, do colesterol e da glicemia, além da prática de atividade física, do abandono do cigarro, de uma alimentação equilibrada, de sono adequado e do controle do estresse, fazem parte dos cuidados para reduzir os riscos à saúde cardiovascular.