A Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) investiga um possível caso de Febre do Nilo Ocidental em uma mulher de 35 anos, moradora de Canavieira, município localizado a cerca de 400 quilômetros de Teresina. A paciente foi atendida no Instituto de Doenças Tropicais Natan Portella, na capital, e já recebeu alta.
Segundo a Sesapi, uma análise realizada pelo Instituto Evandro Chagas, em Belém (PA), apresentou resultado reagente para a doença. O diagnóstico, porém, ainda não foi confirmado. Um teste de neutralização deverá ser realizado para definir se a paciente realmente teve contato com o vírus.
Enquanto aguarda o resultado definitivo, a Secretaria mantém o acompanhamento do caso em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Canavieira. Equipes de vigilância foram orientadas a investigar possíveis sinais de circulação do vírus na região, incluindo a ocorrência de aves ou outros animais mortos, além de monitorar pessoas que apresentem sintomas compatíveis.
Histórico no Piauí
O Piauí registrou o primeiro caso de Febre do Nilo Ocidental em 2014, quando um vaqueiro de 52 anos, de Aroeiras do Itaim, foi diagnosticado com a doença.
Outros registros ocorreram posteriormente no estado. Entre eles está o caso de uma morte em Piripiri, ocorrida em 2017 e confirmada posteriormente como relacionada à doença. Também houve a confirmação de um caso em uma jovem de 23 anos, em Picos, referente a uma infecção ocorrida no mesmo ano.
Casos em outros estados
Na segunda-feira (24), as secretarias estaduais de Saúde de Santa Catarina e São Paulo confirmaram novos casos de Febre do Nilo Ocidental. Santa Catarina também registrou a primeira morte associada à doença no estado: uma mulher de 77 anos, residente em Imbituba, no Litoral Sul, que morreu no dia 8 de agosto.
A Febre do Nilo Ocidental é causada por um vírus transmitido principalmente pela picada de mosquitos infectados. As aves silvestres participam do ciclo de transmissão ao servirem como hospedeiras do vírus, que pode ser adquirido pelos mosquitos durante a picada.
Humanos e cavalos também podem ser infectados, mas, em geral, não apresentam quantidade suficiente do vírus no organismo para transmitir a doença a outros mosquitos.
Sintomas
A maior parte das pessoas infectadas não desenvolve sintomas. Entre os casos sintomáticos, os sinais mais comuns incluem febre de início súbito, dor de cabeça, dores musculares, mal-estar, falta de apetite, náuseas, vômitos, dor nos olhos, manchas na pele e aumento dos gânglios.
Em situações mais graves, a infecção pode comprometer o sistema nervoso central ou periférico.
A transmissão também pode ocorrer, de forma menos comum, por transfusão de sangue, transplante de órgãos, aleitamento materno e da gestante para o bebê durante a gravidez.
A Sesapi orienta que casos suspeitos sejam comunicados aos serviços de saúde para investigação e acompanhamento.