A candidatura de Iasmim Dias, filha do cacique petista Wellington Dias, estava praticamente certa como primeira suplente de Júlio Cesar, candidato ao Senado, quando a forte e inesperada declaração do deputado federal Merlong Solano deixou constrangida a família do ministro, que terminou optando por sua retirada.
Nunca esperava
Fonte muito próxima ao ministro disse que a maior surpresa foi a origem da crítica: a família de Wellington nunca imaginou que a restrição partisse de Merlong Solano.
O constrangimento
O constrangimento maior junto à família de Wellington, segundo a mesma fonte, foi a insinuação feita pelo deputado federal.
Troca de favores
O deputado federal Merlong Solano declarou a jornalistas que não pegava bem a colocação de Iasmim como primeira suplente de Júlio Cesar porque, se isso ocorrer " fica caracterizada uma troca de favores".
Que favores?
Retirada a candidatura de Iasmin, que deu lugar a Rosário Bezerra, petista histórica, nunca ficou clara a que troca de favores se referia o deputado Merlong Solano.
Em nome do PT?
Ignorada a crise provocada pela declaração de Solano, algumas perguntas ficaram no ar. Uma delas: Merlong teria respaldo do chamado PT raiz para fazer as críticas?
Estimulado por Rafael?
Há quem levante também a possibilidade, sem muita base, de Merlong, ao fazer as críticas à candidatura da filha de Wellington, ter a aprovação do governador Rafael Fonteles.
Nunca deu corda
Na verdade, Rafael Fonteles nunca deu muita corda quando começaram a levantar as possibilidades de Wellington Dias colocar os filhos na política.
Especulações da vice
A cara de poucos amigos do governador para a possível entrada de filhos de Wellington na política começou quando ganhou espaço a proposta de lançar Vinicius Dias como candidato a vice na chapa de Rafael.
Protesto silencioso
Superada a questão da vice, a entrada de Vinicius na disputa de deputado estadual tem causado desconforto junto a alguns líderes petistas que consideram que suas bases têm sido invadidas.