A Polícia Federal iniciou uma apuração preliminar sobre possíveis irregularidades na oferta de transporte público no Piauí durante o segundo turno das eleições presidenciais, neste domingo (25). Em Teresina, denúncias de frota reduzida levaram o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PI) a determinar a ampliação imediata da circulação de ônibus.
A investigação busca esclarecer se problemas no fornecimento de transporte dificultaram o deslocamento dos eleitores aos locais de votação. Além do Piauí, há procedimentos preliminares em São Paulo, Alagoas e Bahia. Em Sergipe, a PF confirmou a abertura de um inquérito.
Denúncias em Teresina
Na capital piauiense, a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, acionou o TRE-PI para questionar uma programação de 78 ônibus para atender 73 linhas, com 469 viagens. A entidade alegou que a quantidade era inferior à utilizada nos dias úteis e prejudicava o acesso às urnas.
Às 15h10, o presidente do tribunal, desembargador José Wilson Ferreira de Araújo Júnior, determinou a recomposição imediata da frota e da frequência aos níveis dos dias úteis, mantendo a gratuidade.
A decisão fixou multa de R$ 1 milhão por hora de descumprimento injustificado, condicionada à verificação individualizada da responsabilidade dos destinatários. Também determinou a apresentação e a preservação dos registros operacionais do transporte.
Apuração de responsabilidades
Representantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública também relataram indícios de retenção de veículos em cidades onde havia ordens judiciais para circulação das frotas.
No Piauí, a apuração permanece em fase preliminar. As informações apresentadas não indicam conclusão da PF sobre a ocorrência de crime nem identificação de responsáveis.