Com a aproximação das eleições, a Justiça do Trabalho reforçou o alerta sobre o assédio eleitoral nas relações de trabalho, prática em que empregadores ou superiores utilizam sua posição para pressionar funcionários a apoiar ou deixar de apoiar candidatos e partidos.
Segundo o órgão, ameaças de demissão, promessas de benefícios em troca de voto, exigência de participação em atos políticos e constrangimento para revelar a intenção de voto são exemplos de assédio eleitoral e podem gerar consequências nas esferas trabalhista, eleitoral e até criminal.
A orientação é que trabalhadores que enfrentarem esse tipo de situação guardem provas, como mensagens, áudios, e-mails, vídeos e testemunhas, para formalizar a denúncia.
Os casos podem ser comunicados ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), ao Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e ao Ministério Público do Trabalho (MPT).
A Justiça do Trabalho destaca que o voto é livre e secreto e que nenhuma relação de trabalho pode ser utilizada para influenciar a escolha política do eleitor.