Um grupo ligado ao Progressistas no Piauí, encabeçado pela vereadora Samantha Cavalca, pelo vereador Petrus Evelyn e pelo engenheiro e líder político Daniel Pereira, começou a se organizar para ampliar a votação de Flávio Bolsonaro (PL) no Estado no segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro.
André Nogueira, José Maia Filho, o Mainha, e Lytson Breno, ligados ao grupo, também irão ajudar na empreitada. A articulação conta ainda com o reforço de políticos alinhados ao bolsonarismo e sem ligação com o partido de centro, entre eles a médica Lúcia Santos, o ex-secretário Eliseu Aguiar e o jornalista José Ribas Neto.
O desafio é grande. No primeiro turno, Lula recebeu 70,99% dos votos válidos no Piauí, enquanto Flávio obteve 24,09%. Foram cerca de 1,52 milhão de votos para o petista contra 517 mil para o senador. Lula venceu em todos os 224 municípios do Estado.
O peso piauiense na conta nacional ajuda a explicar o movimento. A diferença de mais de 1 milhão de votos no Estado corresponde a aproximadamente 45% da vantagem nacional registrada entre os dois candidatos no primeiro turno, que terminou com Flávio à frente, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula.
A iniciativa tenta suprir uma lacuna da campanha bolsonarista no Estado. Flávio disputou o primeiro turno sem vir ao Piauí.
Com a definição do segundo turno, o grupo aposta na base eleitoral construída pelos candidatos durante a campanha proporcional para levar o nome de Flávio a municípios onde o PL não tinha estrutura organizada.
O movimento tem surtido efeito com as declarações públicas do senador Ciro Nogueira e do candidato derrotado ao governo pela oposição, Joel Rodrigues, que declararam apoio a Flávio.
Já o partido do presidenciável no Estado, o PL, ainda não se manifestou publicamente, seja por meio de coletiva, reunião ou anúncio de ações para o segundo turno.