O Governo do Piauí apresentou, nesta segunda-feira (06), o balanço fiscal referente ao primeiro quadrimestre de 2026 à Comissão de Fiscalização e Controle, Finanças e Tributação da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi). Os dados foram divulgados em audiência pública que também discutiu as diretrizes da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027.
De acordo com o relatório da Secretaria da Fazenda, o Estado arrecadou R$ 10,39 bilhões entre janeiro e abril de 2026, o que representa crescimento de 12,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado corresponde a 36,04% da previsão anual de receitas.
As receitas correntes somaram R$ 7,35 bilhões, alta de 15,88%, enquanto as receitas de capital chegaram a R$ 2,21 bilhões. No mesmo período, as despesas liquidadas totalizaram R$ 8,60 bilhões, crescimento de 8,69% na comparação com 2025.
O relatório aponta ainda superávit orçamentário de R$ 1,79 bilhão, além de superávit primário de R$ 359,96 milhões e resultado nominal positivo de R$ 506,61 milhões. Segundo o governo, os indicadores superaram as metas previstas na LDO, que admitia déficit nesses resultados.
Entre os dados fiscais, a Receita Corrente Líquida (RCL) atingiu R$ 19,71 bilhões, alta de 13,1%. A despesa com pessoal ficou em 44,44% da RCL ajustada, abaixo do limite de 60% estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Já a dívida consolidada líquida somou R$ 12,84 bilhões, equivalente a 65,21% da RCL.
Durante a audiência, o presidente da Comissão de Finanças da Alepi, deputado Franzé Silva (PT), destacou que a reunião reuniu a prestação de contas e o debate da LDO de 2027 em um único momento.
O secretário da Fazenda, Emílio Júnior, afirmou que o primeiro quadrimestre apresentou equilíbrio fiscal, mas alertou para uma desaceleração na arrecadação no segundo quadrimestre, o que exige atenção no controle das despesas.
Representando o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI), o auditor de controle externo Ramon Patrese ressaltou o acompanhamento do órgão desde a elaboração até a execução da LDO.
Ao final do relatório, a Secretaria da Fazenda informou que os principais indicadores fiscais permanecem dentro dos limites legais e que o Estado cumpriu as metas de resultado primário e nominal no período.