O governador Rafael Fonteles (PT) chegou acompanhado da esposa, Isabel Fonteles, para votar na zona Leste de Teresina neste domingo (25). Em entrevista à imprensa, afirmou estar otimista com o resultado da eleição presidencial e projetou que Lula (PT) poderá alcançar até 80% dos votos válidos no Piauí.
“É uma eleição muito acirrada, mas é o Nordeste mais uma vez dar a vitória ao presidente Lula”, declarou.
Segundo Fonteles, a mobilização de apoiadores e o comparecimento de eleitores idosos podem fazer diferença no resultado. Ele citou manifestações realizadas nos 224 municípios piauienses e destacou os atos de campanha em Teresina.
“Eu acho que podemos chegar a 80% dos votos válidos”, afirmou. O governador apresentou o percentual como uma meta e disse que pretendia acompanhar a apuração com Lula.
Transporte gratuito e abstenção
Questionado sobre o transporte intermunicipal gratuito, Rafael afirmou que houve mobilização de veículos para atender aos eleitores, mas reconheceu limitações na capacidade do serviço.
O governador também informou que eventuais denúncias sobre empresas que não estariam prestando o atendimento seriam apuradas. Na avaliação dele, a ampliação do transporte pode contribuir para reduzir a abstenção no Nordeste.
“Isso, para mim, é um fator determinante para a virada do Lula”, disse.
Próximo mandato
Ao comentar as expectativas para os próximos quatro anos, Fonteles defendeu a continuidade da parceria entre os governos estadual e federal. Embora tenha afirmado que a gestão está preparada para diferentes cenários, reiterou a confiança na reeleição de Lula.
O governador também disse que o período eleitoral deve servir para avaliar falhas e ouvir as demandas da população. Entre os pontos que precisam de atenção, mencionou o abastecimento de água e o estudo de uma redução gradual do ICMS.
“Mesmo eu tendo a maior votação do país, a maior votação da história do Piauí, isso não quer dizer que a gente acertou em tudo”, afirmou.
Na entrevista, Rafael ainda criticou Flávio Bolsonaro (PL), a quem acusou de desprezar o Nordeste. Para o governador, a postura do adversário durante a campanha pode influenciar a escolha dos eleitores da região.