Trader fingia operar na Bolsa de Valores e usava vídeos falsos para enganar investidores no Piauí, afirma delegado

A companheira de Chico, que está foragida e possui nome incluído na Interpol, foi indiciada por estelionato especial e lavagem de capitais.

A Polícia Civil do Piauí concluiu parte das investigações sobre um suposto esquema de fraude envolvendo investimentos e indiciou cinco pessoas. Entre os investigados está o trader Francisco das Chagas Chaves, conhecido como "Chico Trader", apontado como um dos integrantes do grupo. Ele segue preso na Penitenciaria Major César.

 Procurado pela Interpol, Chico Trader é preso em Teresina por suspeita de fraude milionária - Foto: Reprodução   

Segundo o delegado Luciano Alcântara, quatro integrantes foram indiciados por crimes relacionados à economia popular, estelionato específico envolvendo o mercado de capitais, associação criminosa, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro. A companheira de Chico, que está foragida e possui nome incluído na Interpol, foi indiciada por estelionato especial e lavagem de capitais.

As investigações apontaram que o grupo não teria realizado operações efetivas na bolsa de valores, apesar de apresentar às vítimas a promessa de aplicação dos recursos no mercado financeiro. Conforme a Polícia Civil, informações obtidas junto à B3 indicaram que Chico não realizou operações na bolsa.

De acordo com o delegado, o dinheiro entregue pelos investidores era inicialmente depositado em uma conta ligada à empresa X-Treme. Parte dos valores era posteriormente transferida para uma corretora, em um procedimento que, segundo a investigação, teria sido utilizado apenas para criar a aparência de que os recursos estavam sendo aplicados.

A polícia também identificou vídeos enviados às vítimas que, segundo a investigação, não correspondiam a operações reais. Os investigadores sustentam que o material fazia parte da estratégia utilizada para convencer os investidores de que o dinheiro estava sendo movimentado no mercado financeiro.

Ainda conforme a Polícia Civil, os integrantes do grupo teriam afirmado que perderam os valores durante operações na bolsa. Essa versão, porém, foi contestada pelos dados obtidos durante a investigação.