A Polícia Civil do Piauí prendeu o segundo suspeito de envolvimento na morte do segurança Erismar Rodrigues dos Santos, conhecido como “Maju”. O crime aconteceu no dia 10 de julho deste ano, em Teresina. O preso foi identificado como Dalvan Rocha Pereira.
Em entrevista à TV Lupa1, o delegado Bruno Ursulino informou que Erismar trabalhava como segurança de uma padaria na zona Norte da capital e que as investigações passaram a apontar para uma possível motivação passional.
O primeiro suspeito preso foi Ítalo, marido de uma mulher com quem, segundo a investigação, Erismar teria mantido um relacionamento. Conforme o delegado, Dalvan é cunhado de Ítalo.
Durante a investigação, a Polícia Civil analisou imagens e conseguiu reconstruir o trajeto percorrido pela vítima e pelos suspeitos no dia do homicídio.
Segundo Bruno Ursulino, Erismar teria sido seguido desde a zona Norte até a Avenida Padre Humberto Pietrogrande. No trecho onde ocorreu o crime, Dalvan teria descido da motocicleta e efetuado os disparos contra a vítima.
“Quando chega no final lá da avenida Padre Humberto Pedro né? Aí nas minhas no momento em que ele faz o retorno suspeito ao que nós sabemos há um desembarque dessa motocicleta do que o Dalvan essa disparo de arma de uma vítima”, relatou o delegado.
Vídeo registrou ameaças antes do crime
Ítalo já havia sido preso no início das investigações. De acordo com o delegado, ele aparece em um vídeo gravado pelo próprio Erismar horas antes do assassinato, quando teria feito ameaças à vítima.
“O Ítalo é aquele que aparece no vídeo em que o a própria vítima fez no dia que ela foi morta. Mais cedo no período Tem que se aproxima uma motocicleta, uma Honda Biz branca e lá ele profere algumas ameaças”, explicou.
A investigação aponta que, depois desse episódio, Ítalo teria entrado em contato com Dalvan. A partir da análise das imagens e das características da motocicleta utilizada, os investigadores conseguiram estabelecer a ligação entre o veículo e os suspeitos.
Ainda segundo o DHPP, a motocicleta estava registrada em nome da mulher ligada à vítima. No decorrer das investigações, porém, a polícia apurou que o nome dela teria sido utilizado para possibilitar a aquisição do veículo por Dalvan.
Com os elementos reunidos, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva dos dois investigados, que foi autorizada pela Justiça.
Após ser preso, Dalvan permaneceu em silêncio durante o interrogatório e estava acompanhado de um advogado. Segundo Bruno Ursulino, o DHPP ainda finaliza relatórios e outras diligências antes de encaminhar a conclusão da investigação à Justiça.