A Superintendência de Operações Integradas (SOI) intensificou as buscas para localizar Tharsio Moura Soares de Gusmão, apontado como o único investigado que ainda não foi preso na operação que apura um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo a empresa DF Group, em Teresina.
A ação, coordenada pela Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), já resultou na prisão do CEO da empresa, Douglas Fonseca Araújo, e de outros dez investigados suspeitos de integrar a organização criminosa.
Também foram presos Ícaro Teixeira de Sousa, Milena Alves Torres, Viviane Alves da Silva, Eduardo Lima de Sousa, Jaquenilson Alvino de Sousa Abreu, Janda Maira de Sousa Silva, Caio Guilherme Campelo, Caio Fonseca Araújo, Vitória Gabriel Conceição Fonseca Araújo e Lucas Soares Coutinho.
Segundo o superintendente de Operações Integradas, delegado Matheus Zanatta, o grupo é investigado pelos crimes de estelionato qualificado por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro. As investigações apontam que os suspeitos utilizavam plataformas digitais para captar investidores e movimentar recursos de forma ilícita.
Cerca de 70 vítimas identificadas
De acordo com a Polícia Civil, a DF Group afirmava atuar no mercado de investimentos havia cerca de sete anos. No entanto, a documentação analisada pelos investigadores indica que empresas vinculadas ao grupo tiveram CNPJs abertos e encerrados em um curto período durante 2025.
Até o momento, aproximadamente 70 pessoas foram identificadas como possíveis vítimas do esquema apenas em Teresina. A expectativa da SSP é que esse número aumente com o avanço das investigações e o registro de novas denúncias.
O delegado Roni Silveira informou que a SSP também mantém contato com a Polícia Civil de São Paulo após surgirem informações sobre procedimentos envolvendo Douglas Fonseca naquele estado.
"Acreditamos que o número de vítimas deve aumentar significativamente agora que as prisões se tornaram públicas", afirmou o delegado.
Promessa de lucro de 10% ao mês
Conforme o delegado Matheus Zanatta, um dos principais atrativos utilizados para convencer investidores era a promessa de rentabilidade de até 10% ao mês, percentual considerado muito acima dos praticados pelo mercado financeiro.
A Polícia Civil orienta que pessoas que realizaram investimentos por meio da DF Group procurem uma delegacia para registrar boletim de ocorrência. As denúncias também podem ser encaminhadas pelo WhatsApp da Secretaria de Segurança Pública, no número 0800 086 0190, ou à Superintendência de Defesa e Proteção ao Consumidor.
Os presos passaram por audiência de custódia e permanecem à disposição da Justiça. O inquérito segue em andamento, enquanto as equipes continuam as diligências para localizar Tharsio Moura Soares de Gusmão, considerado o único alvo da operação ainda foragido.