O secretário de Segurança do Piauí, Chico Lucas, afirmou que as investigações revelam um esquema de confusão patrimonial envolvendo empresas registradas em nome dos investigados e de suas esposas.
Segundo ele, em apenas um posto de gasolina funcionavam três CNPJs diferentes, usados para fraudar o fisco e lavar dinheiro com a compra irregular de solventes.
“As empresas estavam em nome deles e das esposas. Em um posto havia três CNPJs. Compravam solventes com outros registros, fraudando o fisco. Uma verdadeira confusão patrimonial e um padrão de vida nababesco”, declarou o secretário.
A operação identificou movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada dos investigados, além de veículos de luxo e imóveis de alto valor. O foco agora, segundo a Secretaria de Segurança, é rastrear o destino dos recursos e identificar todos os beneficiários do esquema.
Os documentos e registros contábeis apreendidos devem ajudar a detalhar o caminho do dinheiro e o envolvimento de empresas de fachada usadas para camuflar os lucros obtidos com o crime.