Justiça mantém vereador de Teresina preso após operação da PF por suspeita de compra de votos

Valdemir Virgino (PRD) foi preso com outras 17 pessoas durante operação que apreendeu R$ 43,7 mil, celulares, documentos e listas com informações de eleitores.

A Justiça manteve preso o vereador de Teresina Valdemir Sivirino Virgino (PRD),detido em flagrante pela Polícia Federal no sábado(3), durante uma operação que investiga suspeita de compra de votos. Após audiência de custódia realizada neste domingo (4), a prisão em flagrante foi convertida em preventiva.

 Justiça mantém vereador de Teresina preso após operação da PF por suspeita de compra de votos - Foto: Reprodução   

Com a decisão, o parlamentar permanece preso. Valdemir e Renato Lucas Vieira da Silva foram os únicos entre os 18 detidos que continuaram sob custódia. Os dois foram autuados por corrupção eleitoral e associação criminosa.

A operação da Polícia Federal ocorreu em Teresina após uma denúncia sobre possível distribuição de dinheiro para eleitores. Ao todo, os agentes apreenderam cerca de R$ 43,7 mil em espécie, além de celulares, documentos, materiais de campanha e listas contendo nomes, números de telefone e valores.

Dinheiro foi encontrado durante abordagem

A investigação levou os policiais até uma clínica localizada no bairro Marquês. O imóvel passou a ser monitorado após a denúncia recebida pela Polícia Federal.

Durante a ação, dois homens foram abordados quando saíam do local. Segundo a PF, um deles estava com R$ 12 mil em dinheiro e materiais de propaganda eleitoral.

Os policiais fizeram buscas na clínica e encontraram outros envelopes com dinheiro, além de documentos e anotações relacionadas a eleitores. O material foi apreendido e será analisado no decorrer da investigação. 

As anotações encontradas pelos agentes continham nomes, contatos telefônicos e valores. A PF investiga a origem do dinheiro e a finalidade das listas, além de buscar identificar a participação de cada um dos envolvidos.

Defesa diz que dinheiro seria para campanha

A defesa de Valdemir Virgino contesta a acusação. O advogado Carlos Douglas afirma que o vereador nega envolvimento com compra de votos.

Segundo o advogado, o dinheiro apreendido seria utilizado para pagar pessoas que trabalharam na campanha eleitoral. A defesa também afirma que não foram encontrados santinhos com dinheiro dentro dos envelopes e sustenta que não houve comprovação de compra efetiva de votos.

O pedido de liberdade apresentado pela defesa não impediu a conversão da prisão em flagrante para preventiva.

16 presos foram liberados mediante fiança

Dos 18 presos durante a operação, 16 receberam liberdade provisória após o pagamento de R$ 550 de fiança. Eles foram autuados por corrupção eleitoral.

Valdemir Virgino e Renato Lucas Vieira da Silva permaneceram presos e também respondem por associação criminosa.

Veja quem foi preso