A Justiça Federal determinou o afastamento cautelar de um servidor público suspeito de integrar um esquema de fraudes tributárias que provocou um prejuízo estimado em mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos. O afastamento ocorreu durante a Operação Porteira Fechada, deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (26) em São Paulo e no Distrito Federal.
A ação apura crimes como corrupção, violação de sigilo funcional e outras condutas ilícitas no âmbito da Administração Pública Federal.
De acordo com as investigações, o servidor utilizava o cargo para receber vantagens indevidas e interceder em processos administrativos, favorecendo companhias que acumulavam histórico de irregularidades na compensação de débitos fiscais. As suspeitas indicam que o grupo promovia a negociação e aplicação de créditos tributários fictícios, supostamente vinculados a precatórios de terceiros, com o objetivo de reduzir ou quitar obrigações com a Receita Federal.
O esquema atingiu mais de 500 contribuintes espalhados por cerca de 200 municípios brasileiros.
Desdobramento de operação de 2024
A nova investigação começou a partir de informações encontradas em outra operação da PF, a Crédito Pirata, realizada em 2024.
Na época, a polícia investigou um grupo suspeito de apresentar documentos falsos à Receita Federal para reduzir ou quitar dívidas de impostos de forma irregular. Era estimado que as fraudes poderiam chegar a R$ 1 bilhão.