Empresário preso por suspeita de agredir esposa já respondia a processo por violência doméstica

No endereço informado, os policiais solicitaram apoio do Batalhão Especial de Policiamento do Interior (BEPI) e efetuaram a prisão em flagrante do empresário.

O empresário do ramo de academias Joel Denis Sousa Silva, preso na última terça-feira (11), em Teresina, sob suspeita de agredir a própria esposa, já respondia a um processo relacionado à violência contra a mulher na Justiça do Piauí.

 Empresário preso por suspeita de agredir esposa já respondia a processo por violência doméstica. Foto: WhatsApp   

A informação consta em consulta processual realizada em nome do empresário. Ao todo, são quatro registros no Judiciário, entre processos em tramitação e procedimentos já registrados. Um deles está diretamente relacionado à violência doméstica.

O processo nº 0812016-74.2022.8.18.0140 tramita no 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Comarca de Teresina. O caso foi registrado como termo circunstanciado e tem como assunto “lesão cometida em razão da condição de mulher”. O procedimento teve movimentações entre março de 2022 e fevereiro de 2023.

A consulta também aponta um processo relacionado ao crime de injúria, que tramita no 2º Juizado Especial Criminal da Comarca de Teresina. O processo nº 0803040-85.2025.8.18.0136 teve início em setembro de 2025 e registrou movimentação mais recente em julho de 2026.

Prisão
Joel Denis foi preso na terça-feira (11), no bairro Lourival Parente, na zona Sul de Teresina, após a Patrulha Maria da Penha ser acionada para atender uma ocorrência de violência doméstica.

No endereço informado, os policiais solicitaram apoio do Batalhão Especial de Policiamento do Interior (BEPI) e efetuaram a prisão em flagrante do empresário. Ele foi encaminhado inicialmente para a Casa da Mulher Brasileira.

Durante a audiência de custódia, a Justiça homologou a prisão em flagrante e converteu a medida em prisão preventiva, após solicitação do Ministério Público. Em seguida, o empresário foi encaminhado ao sistema penitenciário em Altos, na região metropolitana de Teresina.

Durante a audiência, o Ministério Público também mencionou a existência do processo anterior relacionado à violência contra a mulher e argumentou que medidas cautelares alternativas à prisão não seriam suficientes.

O novo caso deverá ser investigado pela Delegacia da Mulher da Polícia Civil do Piauí, com base na Lei Maria da Penha.