DHPP indicia acusados por morte de homem torturado em “tribunal do crime” na zona Sul de Teresina

Crime ocorreu após o homem furtar o celular da própria mãe, que procurou integrantes de uma facção para recuperar o aparelho.

O caso envolvendo a morte de Francisco Gustavo Ferreira Araújo, de 34 anos, teve novos desdobramentos nesta quarta-feira (12). O Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) concluiu parte das investigações e indiciou quatro homens apontados como participantes do assassinato ocorrido em fevereiro, na zona Sul de Teresina.

 Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Foto: Divulgação/PC-PI   

A vítima foi encontrada morta em uma região de mata depois de, segundo a investigação, ser levada ao local por integrantes de uma organização criminosa. Francisco teria sido submetido a uma sessão de violência conhecida como “tribunal do crime”. Ele sofreu graves lesões, incluindo na coluna vertebral. 

Quando uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou ao local, o homem já estava morto.

Furto de celular

Conforme o DHPP, a origem do crime estaria relacionada ao desaparecimento de um celular. Francisco, que tinha problemas mentais e era dependente químico, teria furtado o aparelho pertencente à própria mãe.

A mulher, no entanto, já estaria sob ameaça de integrantes de uma facção criminosa. Segundo a polícia, ela havia sido orientada a procurar os criminosos caso precisasse de ajuda e não deveria recorrer às autoridades.

Ao tentar recuperar o telefone, a mãe de Francisco acabou informando aos integrantes da facção sobre o suposto furto. Ainda de acordo com a investigação, ela não sabia que a informação poderia desencadear uma punição contra o próprio filho.

Durante o andamento do inquérito, Tássio, Branco e Erik foram presos. Os três permanecem no sistema prisional.

Líder do grupo

Identificado como Ronaldo Rodrigues, o quarto investigado é apontado pela polícia como líder da organização e considerado o integrante mais violento do grupo.

 Ronaldo Rodrigues - Foto: Reprodução   

Segundo o delegado Danúbio Dias, a localização de Ronaldo foi dificultada pela ausência de imagens recentes. Conforme o DHPP, a única fotografia obtida durante a investigação é de 2002 e está em preto e branco.