Um caso grave de golpe envolvendo um falso delegado resultou na morte de uma vítima, que tirou a própria vida após sofrer ameaças e pressão psicológica. As informações foram detalhadas pelo delegado Walter Cunha, responsável pela investigação.
De acordo com o delegado, o caso começou a ser esclarecido após familiares estranharem o comportamento da vítima, que não apresentava histórico de sofrimento psicológico. Diante disso, a família decidiu analisar registros digitais, como redes sociais, e-mails e mensagens de texto.
Durante a apuração, foi descoberto que, no dia 8 de março, a vítima havia contraído um empréstimo no valor de R$ 8 mil, sendo parte desse montante transferida a terceiros. As investigações apontaram que ela vinha sendo abordada por um criminoso que se passava por delegado de polícia de São Paulo, acusando-a falsamente de envolvimento em um crime e exigindo pagamentos sob ameaça.
Segundo a polícia, sob intensa pressão e sem compartilhar a situação com familiares ou amigos, a vítima acabou cometendo suicídio.
A investigação identificou dois envolvidos no crime: um responsável pelo envio das mensagens de extorsão e outro por receber os valores transferidos. Ambos foram apontados por extorsão com resultando na morte de uma vítima, crime considerado de extrema gravidade
O Delegado Walter Cunha fez um alerta à população sobre esse tipo de golpe. Ele reforçou que policiais não solicitam pagamentos por meio de transferências, PIX ou qualquer outro meio direto. Em casos de fiança, o procedimento ocorre apenas após prisão em flagrante e o pagamento é feito exclusivamente por meio de guia oficial em instituições bancárias
A polícia também alerta para golpes semelhantes, em que criminosos se passam por autoridades como juízes, promotores ou oficiais de justiça para exigir valores indevidos.
A orientação é que, ao receber mensagens com ameaças, acusações ou pedidos de dinheiro, a pessoa procure imediatamente a policial e evite tomar decisões precipitadas.