A Polícia Civil prendeu Janaína dos Santos, apontada como integrante da organização criminosa investigada pela morte do agricultor Chico Sapato, assassinado na zona rural de José de Freitas, no Piauí. Segundo o delegado Bruno Ursulino, o avanço das investigações permitiu identificar a participação de Janaína na estrutura do grupo. Ela seria responsável por atividades relacionadas à movimentação financeira e à logística dos criminosos.
“Quando a gente consegue demonstrar quem são as pessoas que compõem esse grupo, aparece a Janaína.”
Durante o cumprimento do mandado de prisão e de busca e apreensão, os policiais encontraram mais de R$ 7 mil em dinheiro dentro do veículo da suspeita. De acordo com o delegado, Janaína afirmou durante o interrogatório que trabalha como agricultora e estudava em período integral. A polícia considera que ela não conseguiu justificar a origem do dinheiro. O valor foi apreendido e deverá ser depositado oficialmente para que a Justiça decida posteriormente sobre sua destinação.
Ligação com o grupo
A investigação aponta ainda que Janaína teria participado da aquisição de um sítio na zona rural de José de Freitas. Conforme Bruno Ursulino, o imóvel teria relação com a estrutura utilizada pelo grupo criminoso.
“Ela foi quem adquiriu esse sítio lá, pagando inclusive dinheiro em espécie.”
Segundo a Polícia Civil, a suspeita também teria ligação com “Galego”, apontado como líder do grupo criminoso e envolvido nas investigações sobre a morte de Chico Sapato. A atuação atribuída a Janaína teria alcançado municípios como José de Freitas, Cabeceiras, Barras, Esperantina e Piracuruca.
Morte de Chico Sapato
Chico Sapato foi assassinado após ser confundido com um possível informante de uma organização criminosa rival. A suspeita inicial era de que ele teria repassado informações à polícia sobre criminosos que estavam escondidos na região.
As investigações, no entanto, apontaram que a vítima não tinha envolvimento com a suposta denúncia e teria sido morta por ordem de integrantes do grupo criminoso. Com a nova prisão, a Polícia Civil afirma que outras pessoas ainda podem ser presas.
“Nós sabemos que tem pessoas que retornaram [...] para que eles tentem fazer um efetivo cumprimento dessas medidas.”