Gerente do Grupo Mateus é alvo de operação que investiga fraude de mais de R$ 2 milhões no Piauí e Maranhão

Imóvel do executivo foi alvo de busca em Teresina; investigação aponta criação de empresas de fachada e emissão de notas fiscais supostamente fraudulentas.

A Polícia Civil do Maranhão, com apoio da Polícia Civil do Piauí, deflagrou na manhã desta quinta-feira (08) a Operação Nota Fria, que investiga um suposto esquema de fraude envolvendo funcionários do Grupo Mateus. A ação cumpriu 10 mandados de busca e apreensão em cidades do Maranhão e do Piauí e apura um possível prejuízo superior a R$ 2 milhões à empresa.

 Gerente do Grupo Mateus é alvo de operação que investiga fraude de mais de R$ 2 milhões no Piauí e Maranhão. Foto: Reprodução   

Entre os alvos está um gerente executivo do grupo. Um imóvel ligado ao investigado, localizado no bairro Santa Isabel, zona Leste de Teresina, foi alvo de um dos mandados. A informação foi confirmada pelo delegado Laércio Evangelista, coordenador da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), que participou da operação.

Apesar de ser alvo da investigação, o gerente não foi preso durante a operação.

Como funcionaria o esquema

Segundo as investigações, funcionários da empresa, incluindo o gerente executivo, teriam criado empresas de fachada para simular a prestação de serviços. A suspeita é de que notas fiscais fraudulentas tenham sido emitidas para justificar pagamentos que não corresponderiam a serviços efetivamente realizados.

De acordo com a Polícia Civil, o esquema teria permitido o desvio de recursos do grupo empresarial por meio de operações que aparentavam ser regulares, mas que, na prática, não teriam relação com serviços efetivamente prestados.

Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão domiciliares. Seis foram cumpridos em Teresina e quatro no Maranhão, sendo dois em São Luís, um em São José de Ribamar e um em Bacabal.

Bloqueio de bens

Além das buscas, a operação também determinou medidas de bloqueio de valores e constrição de veículos, imóveis e outros bens relacionados aos investigados.

Segundo a polícia, as medidas têm como objetivo preservar o patrimônio que possa estar relacionado aos fatos investigados, possibilitar a recuperação dos valores supostamente desviados e contribuir para o ressarcimento da empresa.

As diligências realizadas nesta quinta-feira fazem parte da investigação que busca esclarecer a dinâmica das supostas fraudes, identificar a participação de cada investigado e dimensionar o prejuízo causado ao grupo empresarial.

A Operação Nota Fria foi coordenada pelo Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO/SEIC) e pelo Centro de Recuperação de Ativos (CRA), com apoio de outros departamentos da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC) e da DRACO da Polícia Civil do Piauí.