Diretor investigado por estupro de crianças rompe tornozeleira eletrônica e é considerado foragido no Maranhão

Ainda conforme o inquérito, o investigado permanecia no local por alguns minutos e, ao deixar o ambiente, entregava presentes às crianças

O diretor-adjunto Alberto Luiz, de 49 anos, investigado por estupro de crianças em uma creche no bairro Vila João Reis, em Timon (MA), é considerado foragido da Justiça após romper a tornozeleira eletrônica no último domingo (05).

 Diretor investigado por estupro de crianças rompe tornozeleira eletrônica e é considerado foragido no Maranhão. Foto: Reprodução   

A informação foi confirmada pelo delegado Cláudio Mendes, da Delegacia Regional de Timon. Segundo ele, o Ministério Público solicitou uma nova prisão do investigado, que já foi decretada pela Justiça do Maranhão. "O inquérito foi concluído pela Polícia Civil e, assim que localizarmos o investigado, ele será preso", afirmou o delegado.

Prisão havia sido revogada
Em junho, a Justiça revogou a prisão preventiva do investigado ao entender que houve excesso de prazo para a conclusão do inquérito policial e para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público.

Com a decisão, Alberto Luiz passou a responder ao processo em liberdade, mediante o cumprimento de medidas cautelares. Entre elas estavam o uso de tornozeleira eletrônica, o afastamento das funções públicas, a proibição de frequentar instituições de ensino, o recolhimento domiciliar no período noturno e a proibição de manter contato com vítimas e testemunhas.

Após o rompimento do equipamento de monitoramento, a Justiça determinou uma nova prisão.

Investigação
Alberto Luiz foi preso em maio deste ano, suspeito de cometer abusos sexuais contra crianças na creche onde trabalhava.

Segundo a Polícia Civil, imagens do circuito interno de segurança mostram o diretor-adjunto retirando crianças da sala de aula e conduzindo-as para um depósito localizado próximo à diretoria, apontado pela investigação como o único ambiente da unidade sem monitoramento por câmeras.

Ainda conforme o inquérito, o investigado permanecia no local por alguns minutos e, ao deixar o ambiente, entregava presentes às crianças. A polícia também apura que ele afastava a funcionária responsável pela turma antes de levar as vítimas ao depósito.

As investigações tiveram início após familiares relatarem que algumas crianças passaram a apresentar dores e mudanças de comportamento, levantando a suspeita de abuso.