A Secretaria da Saúde do Piauí (Sesapi) passou a disponibilizar a teleinterconsulta em obstetrícia por meio do Programa Piauí Saúde Digital. A ferramenta permite que profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) tenham contato remoto com médicos obstetras para auxiliar na avaliação e no acompanhamento de gestantes.
O atendimento é realizado diretamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), com a participação de médicos ou enfermeiros da Estratégia Saúde da Família. Durante a consulta, a equipe apresenta ao especialista as informações clínicas e os exames disponíveis para que o obstetra possa avaliar o caso e orientar a conduta.
A iniciativa busca facilitar o acesso à avaliação especializada, principalmente para gestantes que precisam de acompanhamento obstétrico, mas que não necessariamente precisam se deslocar para outro município. A indicação do atendimento remoto é feita de acordo com a situação clínica de cada paciente.
Podem utilizar o serviço gestantes classificadas como de alto risco e também aquelas de risco habitual que estejam em situações consideradas especiais. Para os casos de alto risco, a previsão é que a avaliação seja realizada em até 72 horas. Já para gestantes de risco habitual em situações especiais, o prazo pode chegar a sete dias.
Para utilizar a teleinterconsulta, é necessário que a gestante esteja cadastrada no Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC/e-SUS APS) e também na Plataforma Piauí Primeira Infância.
A ferramenta estabelece uma conexão entre a Atenção Primária e a Atenção Ambulatorial Especializada, utilizando recursos de telessaúde para ampliar o suporte aos profissionais que acompanham as gestantes.
Apesar de contribuir para o acompanhamento especializado, a teleinterconsulta não substitui as consultas presenciais de pré-natal realizadas regularmente nas UBSs. Quando houver necessidade de avaliação presencial, indicação clínica ou situação de urgência, a paciente deve ser encaminhada para o serviço adequado, como maternidades ou unidades de referência em pré-natal de alto risco.