A defesa da DF Group divulgou nota nesta terça-feira (15) contestando as medidas judiciais adotadas durante a operação que investiga o grupo por suspeitas de estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro em Teresina. Os advogados afirmam que os bloqueios determinados pela Justiça impedem a empresa de realizar pagamentos a investidores e qualquer movimentação financeira.
Segundo a defesa, a empresa está impossibilitada de operar em razão das prisões temporárias, do bloqueio de contas e ativos, da suspensão das atividades e da apreensão de documentos e equipamentos. Os advogados alegam que qualquer movimentação financeira, neste momento, configuraria descumprimento de decisão judicial.
A nota também sustenta que consultores e parceiros da empresa não têm acesso aos recursos bloqueados e, por isso, também estariam sendo prejudicados pelas medidas adotadas.
A operação teve como alvo o empresário Douglas Fonseca, apontado pela investigação como líder do grupo. De acordo com a Polícia Civil, ele é suspeito de atrair investidores com promessas de rentabilidade de até 10% ao mês, percentual considerado incompatível com a realidade do mercado. Com base em relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a polícia estima que o grupo tenha movimentado cerca de R$ 100 milhões nos últimos dois anos.
Além de Douglas Fonseca, permanecem presos Victoria Gabriely Conceição Fonseca Araújo, Ícaro Teixeira de Sousa, Milena Alves Torres, Viviane Alves da Silva, Eduardo Lima de Sousa, Jaquenilson Alvino de Sousa Abreu, Caio Guilherme Campelo, Caio Fonseca Araújo e Janda Maira de Sousa Silva.
A defesa classificou as prisões como desproporcionais e informou que já apresentou medidas judiciais para revisar as cautelares impostas aos investigados. Os advogados afirmaram ainda que, caso as atividades da empresa sejam liberadas, pretendem iniciar negociações com investidores para buscar a regularização de eventuais pendências.
Por fim, a defesa repudiou ameaças direcionadas a consultores, parceiros e familiares dos investigados e ressaltou que o caso tramita sob sigilo, orientando que apenas os advogados constituídos se manifestem oficialmente sobre o processo. As investigações seguem em andamento.